Jovem morto em Maracaju era do Comando Vermelho e foi "decretado" pelo PCC
Vítima saiu de Anastácio e chegou ao município no último domingo (27) para expandir a facção
O jovem Ray Felipe Leite Feliciano, de 18 anos, morto a facadas nesta quinta-feira (1º) em Maracaju, a 160 quilômetros de Campo Grande, era apontado como integrante do CV (Comando Vermelho) e teria sido “decretado” pelo PCC (Primeiro Comando da Capital). O crime aconteceu na manhã de hoje.
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Conforme a página Maracaju Speed, Ray havia chegado a Maracaju no último domingo (27), vindo de Anastácio. A suspeita é de que o rapaz estivesse na cidade a mando do Comando Vermelho para expandir a atuação da facção no município.
A movimentação do rapaz, no entanto, teria provocado reação de integrantes do PCC. A partir daí, o nome de Ray, conhecido pelo apelido de “NAP”, passou a aparecer em mensagens nas quais ele seria apontado como alvo da facção rival. Conforme já adiantado pelo Campo Grande News, Ray faria 19 anos nesta sexta-feira (2).
Segundo o site, na manhã desta quinta-feira, Ray estava dentro de uma boate quando um homem entrou no estabelecimento e passou a discutir com ele. Durante a confusão, o suspeito teria sacado uma faca e perseguido o jovem pelo imóvel.
Ray tentou fugir pelos cômodos até chegar à cozinha. Sem conseguir deixar o local pelos fundos, acabou sendo alcançado pelo agressor.
O rapaz sofreu diversos golpes e morreu ainda dentro do estabelecimento. Os ferimentos atingiram diferentes partes do corpo, incluindo tórax, costas e mãos. Após o ataque, o suspeito deixou o imóvel e fugiu.
A Polícia Militar foi chamada e encontrou Ray já sem vida. O local foi isolado para o trabalho da Perícia Criminal e da Polícia Civil, que recolheram vestígios que podem ajudar a esclarecer o homicídio e identificar o responsável.
Ray tinha 15 registros policiais por crimes como tráfico de drogas, desacato, furto e ameaça. Em março deste ano, ele chegou a ser preso por suspeita de envolvimento com organização criminosa.
O jovem permaneceu preso até 21 de agosto e, pouco mais de um mês depois, teria chegado a Maracaju. A Polícia Civil investiga agora se a disputa entre as facções foi de fato a motivação para o assassinato e quem participou da execução.



