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Interior

Juízes afirmam que morte de policial expõe insegurança de agentes em MS

Em nota oficial, cinco magistrados apontam falta de estrutura para o exercício efetivo de combate ao crime organizado

Por Helio de Freitas, de Dourados | 07/03/2018 19:34
Corpo de policial foi velado em Ponta Porã e levado ainda de manhã, de avião, para Brasília (Foto: Divulgação)
Corpo de policial foi velado em Ponta Porã e levado ainda de manhã, de avião, para Brasília (Foto: Divulgação)

Em nota oficial divulgada na noite de hoje (7), os juízes de direito da comarca de Ponta Porã expressaram “profundo pesar” pelo assassinato do policial civil Wescley Dias Vasconcelos, ocorrido ontem naquela cidade de fronteira, localizada a 323 km de Campo Grande. No texto, denunciam a falta de segurança na região, fronteiriça ao Paraguai e, como mostraram reportagens do Campo Grande News nesta semana, é totalmente aberta ao crime organizado.

Wescley, conhecido como Baiano, foi fuzilado em frente à sua casa, dentro de um carro oficial da Polícia Civil. Ele foi atingido por pelo menos 30 disparos de fuzil calibre 7.62.

“Trata-se de mais uma demonstração da falta de segurança dos agentes do Estado atuantes na região de fronteira, os quais convivem diariamente com a falta de uma estrutura adequada para o exercício efetivo do combate ao crime organizado”, afirma a nota, assinada pelos juízes Adriano da Rosa Bastos, Eguiliell Ricardo da Silva, Marcelo Guimarães Marques, Tatiana Decarli e Sabrina Rocha Margarido João.

Segundo os magistrados, “mais uma vez resta evidente que a segurança pública é matéria a ser tratada com prioridade, não podendo ser admitido corte de verbas destinadas à manutenção e aperfeiçoamento dos órgãos colaboradores da Justiça”.

Na avaliação dos juízes, novamente a Polícia Civil de Ponta Porã fica desfalcada de um policial exemplar, que prestou relevantes serviços à jurisdição criminal da comarca. “Por derradeiro, externamos nossas sinceras condolências a familiares, amigos e colegas do investigador Wescley Dias Vasconcelos e, sobretudo, à instituição da Polícia Civil”.

O corpo de Wescley Vasconcelos foi velado até por volta de 11h em Ponta Porã e depois levado em um caminhão dos bombeiros até o aeroporto da cidade. Depois foi levado de avião para Brasília, onde moram seus familiares. Ele era casado e tinha um filho pequeno.

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