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Campo Grande, Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019

02/08/2019 13:25

MPF recebe vídeos e instaura procedimento sobre retirada de índios

Órgão está acompanhando situação na fazenda Água Branca, onde cerca de 200 índios foram retirados pela PM nesta quinta-feira

Marta Ferreira
Fumaça foi provocada pelos índios, segundo as autoridades do Estado. (Foto: Divulgação)Fumaça foi provocada pelos índios, segundo as autoridades do Estado. (Foto: Divulgação)

O MPF (Ministério Público Federal) em Campo Grande vai instaurar procedimento para apurar em que situação ocorreu a expulsão de índios da etnia Kinikinau da fazenda Água Branca, em Aquidauana, município a 136 quilômetros de Campo Grande. O despejo, feito pela Polícia Militar de Mato Grosso do Sul na noite desta quinta-feira (1) foi feito sem reintegração de posse, o que foi destacado pela Procuradoria da República na resposta enviada à reportagem.

“Não há ordem de reintegração de posse e o assunto é da esfera federal”, pontuou o órgão. Em casos assim, é a Polícia Federal a força de segurança responsável por agir. A propriedade está em  nome da Fundação Bradesco, que ainda não se manifestou. Há décadas a área é reindicada pelos Kinikinau.

O MPF informou que acompanha os fatos no local. Relatou, ainda, que o procedimento será instaurando “tendo em vista os vídeos, fotos e relatos já encaminhados”.

Crimes estaduais - Ao se pronunciar sobre a retirada dos Kinikinau da fazenda, a Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) informa que a ação foi para combater crimes de ameaça, furto qualificado, danos e crimes ambientais.

“A ordem é identificar as pessoas que cometeram os delitos e prender, pois estão em flagrante”, informou nota divulgada pela secretaria sobre a ação de policiais militais do Bope (Batalhão de Operações Especiais) com o apoio do Batalhão de Choque.

Conforme a Sejusp, o despejo ocorreu pacificamente, com foco em “ combater delitos de competência da segurança pública e evitar confronto entre produtores e índios”. A polícia permanece na região.

O fato - Cerca de 200 índios ocuparam ontem a fazenda em Aquidauana exigindo a desocupação imediata da propriedade. Na sequência, houve a chegada da polícia.

Em vídeo compartilhado nas redes sociais, um dos líderes da ocupação aparece com a cabeça ensanguentada. O relato entre eles é de ação truculenta. Dizem ter saído diante do forte armamento.

O advogado Luiz Eloy pontuou que não houve ordem de reintegração de posse para a ação policial
Essa foi a primeira invasão de fazenda no Estado na gestão do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Áudio, atribuído ao prefeito de Aquidauana, Odilon Ribeiro (PSDB), cita “ordem é de Brasília”. Na gravação, a pessoa fala em retirada imediata.

“Me parece que recebeu ordem de Brasília para retirar, por bem ou por mal. Já me pediram aqui dois ônibus para levar 90 policiais militares. Já tem lá mais uns 40. Vão tirar por bem ou na força. Isso é uma boa notícia, o governo precisa se posicionar referente a dar ordem e paz para todos que moram nesse País. É isso que a gente precisa, colocar ordem. Chega!”.

O prefeito não foi localizado ainda pelo Campo Grande News para falar do assunto.



O Jornal está inovando?
Retirou da matéria a parte da fala do presidente da OAB.
Enquanto o governo do estado desloca centenas de policiais para atender fazendeiros a população da capital sofre com a bandidagem.
 
Critico em 02/08/2019 20:09:35
Enquanto o governo desloca centenas de policiais para cuidar de terras de fazendeiros e bancos grileiros a população da capital está a mercê da bandidagem.
 
Critico em 02/08/2019 20:00:03
A area é particular e legalmente titulada. Foi INVADIDA. e INVASÃO É CRIME. O MPF vai investigar a policia por estar combatendo crime???
Os invasores tocaram fogo nos pastos, isto também é crime, contra o patrimonio, e ambiental.
Impunidade só piora a situação. Invasores sabem que estão protegidos. A quem interessa o caos no campo???
 
monica em 02/08/2019 15:11:32
A área é particular e legalmente titulada. Foi INVADIDA. e INVASÃO É CRIME. O MPF vai investigar a policia por estar combatendo crime???
Os invasores tocaram fogo nos pastos, isto também é crime, contra o patrimônio particular, e crime ambiental.
Impunidade só piora a situação. Invasores sabem que estão protegidos. A quem interessa o caos no campo???
 
Mônica A C C da Silva em 02/08/2019 14:50:02
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