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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

28/07/2016 11:47

Na volta às aulas após férias de julho, professores decidem manter greve

Paralisação começou em junho, mas é apenas parcial e a maioria de escolas e centros de educação infantil funciona normalmente

Helio de Freitas, de Dourados
Educadores de Dourados durante assembleia hoje de manhã (Foto: Gracindo Ramos/Divulgação)Educadores de Dourados durante assembleia hoje de manhã (Foto: Gracindo Ramos/Divulgação)

Mesmo com adesão parcial, professores e servidores administrativos da rede municipal de ensino de Dourados, cidade a 233 km de Campo Grande, decidiram hoje (28) manter a greve iniciada no dia 23 de junho.

A decisão foi tomada em assembleia realizada na sede do Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação). A assessoria da entidade não informou quantos professores estavam presentes.

Os 28 mil alunos do município voltaram às aulas nesta quinta-feira após duas semanas de férias e em pelo menos 20 escolas as aulas estão prejudicadas pela paralisação.

Nas demais escolas, assim como nos centros de educação infantil, as atividades continuam, já que apenas alguns professores e servidores administrativos entraram em greve.

Comunicado em rádio – O sindicato divulga comunicado em emissoras de rádio da cidade pedindo para os pais não levarem os filhos para a escola, mas na maioria dos locais o movimento de estudantes foi grande hoje.

De acordo com informações dos educadores, na maioria das escolas é paralisação parcial desde o início da greve. Na Escola Aurora Pedroso de Camargo, no Parque Alvorada, todos os professores aderiram à paralisação e hoje não teve aula.

Por outro lado, as três escolas indígenas que estavam sem aula antes das férias voltaram a funcionar normalmente nesta quinta-feira, já que os educadores retornaram ao trabalho.

Em algumas escolas só os servidores administrativos fazem greve. Em outras, só os professores. Existe caso de escola com dois professores em greve e os demais trabalhando.

Piso e reajuste – Os servidores em greve cobram a implantação do piso nacional do magistério para 20 horas semanais e reajuste para os administrativos, que estão há dois anos sem aumento. Alegam que existe um compromisso firmado durante a paralisação feita em 2014 que não está sendo cumprido.

A prefeitura suspendeu as negociações e diz que só retoma a conversa com os educadores após o fim da greve. O município diz não ter dinheiro em caixa para atender as reivindicações agora e só poderá começar a cumprir os compromissos com a categoria em outubro deste ano.

Em maio deste ano os professores de Dourados tiveram 11,36% de reajuste salarial. Entretanto, todos os servidores administrativos e contratados estão sem reposição salarial desde 2014.



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