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Interior

Para defesa de ex-jogador, operação se baseia em “documentos frágeis”

Em nota, escritório de advocacia considerou desnecessárias as buscas feitas hoje

Por Helio de Freitas, de Dourados | 30/09/2020 13:51
Policiais do Gaeco durante buscas da Operação Decibéis, hoje em Dourados (Foto: Divulgação)
Policiais do Gaeco durante buscas da Operação Decibéis, hoje em Dourados (Foto: Divulgação)

A defesa do ex-jogador de futebol e empresário do ramo de sonorização Reginaldo Gomes, o “Boquinha”, chamou de “frágeis” os documentos que embasaram os mandados da Operação Decibéis, deflagrada hoje em Dourados, a 233 km de Campo Grande.

A 16ª Promotoria de Justiça, com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado), investiga suspeita de fraude em licitações da prefeitura.

O apartamento de Gomes, no Edifício Santa Aparecida, no cruzamento das ruas Camilo Hermelindo da Silva com João Vicente Ferreira, Centro da cidade, foi um dos locais das buscas, feitas também em outras casas e no barracão da empresa R5 Sonorização, no Distrito Industrial.

Em nota divulgada no início da tarde e elaborada com base em termos técnicos e sem qualquer citação à empresa e ao empresário investigados, o advogado Renan Souza Pompeu reiterou a “desnecessidade da gravosa medida expedida”.

Para a defesa de Reginaldo Gomes, o requerimento formulado pelo Ministério Público se limitou a “exercício de infundadas conjecturas, sem elementos concretos que pudessem lastrear a suas suposições”.

Ainda segundo a nota da defesa, a operação “evidencia a fragorosa falta de pressupostos e requisitos autorizadores do pedido de busca e apreensão”.

Sem citar o empresário alvo dos mandados, o escritório de Advocacia Criminal Renan Pompeu e Pedro Martins Aquino afirma que “impugnará a decisão através das instâncias ordinárias, com serenidade daqueles que clamam pela Justiça”.

A R5 Sonorização é investigada por suspeita de crimes contra a lei de licitações, ordem econômica e organização criminosa em contratos com a prefeitura.

Apesar de ainda não existir informação de que servidores municipais tenham sido envolvidos na investigação, essa é a oitava operação durante a gestão da prefeita Délia Razuk (sem partido).

Segundo o MP, pessoas com relação de parentesco e proximidade participavam juntos de certames licitatórios para contrato com o poder público municipal. Isso é fraude, segundo a lei.

Em dezembro de 2019, a Prefeitura de Dourados contratou a R5 Sonorização para fornecer palco coberto, sistema de iluminação profissional e de som e vídeo para as apresentações da programação “Natal para Todos”. O MP não informou se são esses os contratos investigados.

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