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Campo Grande, Terça-feira, 15 de Outubro de 2019

22/05/2019 14:56

Pente-fino apreende 86 facas e 12 celulares em presídio de Dourados

Vistoria na PED, feita por agentes penitenciários apoiados por homens do Batalhão de Choque da PM, durou quatro horas

Helio de Freitas, de Dourados
Homens do Batalhão de Choque com cães farejadores deixam presídio após 4 horas de pente-fino (Foto: Adilson Domingos)Homens do Batalhão de Choque com cães farejadores deixam presídio após 4 horas de pente-fino (Foto: Adilson Domingos)

Pelo menos 12 celulares e 86 facas artesanais foram encontrados no pente-fino feito por agentes penitenciários e homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar nesta quarta-feira (22) em celas do bloco 4 da PED (Penitenciária Estadual de Dourados ). A ala é ocupada por pelo menos 120 presos do PCC (Primeiro Comando da Capital).

As informações foram relatadas ao Campo Grande News por fontes que pediram anonimato. O relatório final com o balanço da operação ainda não foi divulgado pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário).

Iniciada às 6h50, assim que a batalhão chegou à cidade, a 233 km de Campo Grande, a vistoria terminou por volta de 11h. Em seguida os policiais voltaram para a Capital. Segundo eles, não houve resistência por parte dos presos.

O pente-fino, feito após todos os presos serem retirados das celas do bloco 4, também encontrou uma cela do raio 2 com as grades serradas. A cela número 20 era ocupada por presos da facção paulista.

De manhã, a Agência já tinha informado que não foi encontrado o suposto túnel que estaria sendo escavado no bloco 4. A descoberta do plano de fuga causou um princípio de tumulto no presídio, ainda na manhã de ontem.

Fontes relataram à reportagem que os presos estavam amotinados, fora das celas. A Agepen negou o motim e garantiu que todos os presos estavam trancafiados.

No fim da tarde de ontem surgiu outra informação, de que os presos de fato estavam nas celas, mas não permitiram a entrada dos agentes para verificar sobre o suposto túnel.

Segundo a Agepen, o Batalhão de Choque foi chamado por medida de segurança, após os presos do bloco 4 apresentarem resistência ao acesso dos agentes nas celas. Na noite de ontem, o fornecimento de água e energia elétrica desse bloco foi interrompido para dificultar eventual tentativa de fuga.

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