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Interior

PF confiscou 8 aviões e prendeu empresários durante operação contra o tráfico

Esquema era liderado por líderes do PCC, que levavam cocaína do Paraguai e Bolívia para vários estados

Por Clayton Neves | 02/12/2021 13:49
Um dos aviões apreendidos pela polícia durante buscas na manhã de hoje. (Foto: PF)
Um dos aviões apreendidos pela polícia durante buscas na manhã de hoje. (Foto: PF)

Empresários do ramo da aviação, pilotos, membros do PCC e pessoas que davam suporte à quadrilha foram presos durante operação da Polícia Federal que, nesta quinta-feira (2), mirou esquema de tráfico de cocaína. Além das prisões, 10 no total, os agentes apreenderam oito aeronaves usadas pelos criminosos.

Aronave estacionada em hangar foi tirada de circulação pela polícia. (Foto: PF)
Aronave estacionada em hangar foi tirada de circulação pela polícia. (Foto: PF)

Em coletiva de imprensa, o delegado Noerci de Melo contou que a cocaína sai da Bolívia e Paraguai, ambos na divisa com Mato Grosso do Sul. De lá, líderes do PCC escoam a droga em aeronaves agrícolas para São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e outros estados do País.

“Eles pousam em pistas clandestinas ou arremessam as drogas pelo ar em”, explica Noerci. Segundo ele, em cada viagem, era transportada até meia tonelada de cocaína. Além da ajuda de fazendeiros, donos dos aviões e pilotos, o PCC tinha ajuda de funcionários de hangares e aeroportos em várias cidades.

“Hoje, nossa operação teve o objetivo de descapitalizar esse grupo criminoso apreendendo bens, bloqueando contas bancárias, imóveis e tirando de circulação o que eles usavam para traficar. Só assim, desmontando essa estrutura, que esse grupo vai acessar as atividades”, completa o delegado.

A operação teve início em dezembro do ano passado, depois de uma aeronave não conseguir decolar e ficar presa em um milharal. Nela, a PF descobriu carga de droga e descobriu esquema de transporte de droga.

Cerca de 150 policiais federais saíram às ruas para cumprir 15 mandados de prisão preventiva e 30 mandados de busca nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Roraima e no Distrito Federal.

Os crimes identificados, até o momento, são tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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