A velhice tal como ela é, sem lendas e enganações
Mesmo gozando de ótima saúde, o envelhecimento tem consequências inescapáveis para todos nós. À medida que o tempo passa, a bexiga fica menos elástica e perde capacidade, por isso uma das maldições da velhice são as visitas frequentes ao banheiro. Mas não para aí.
Pele, vasos sanguíneos, sistema imune….
A pele acompanha a bexiga, também perde elasticidade, fica mais seca e coriácea, parecendo um couro. Os vasos sanguíneos se rompem mais facilmente e formam hematomas. O sistema imune perde poder de fogo, não consegue detectar intrusos com a mesma confiabilidade de quando éramos jovens.
Manchas na pele.
A quantidade de células de pigmento em geral diminui, mas as que restam por vezes crescem, produzindo manchas na pele que costumam ser chamadas de hepáticas, mas obviamente, não tem nada a ver com o fígado. A camada de gordura diretamente associada à pele também fica mais fina, por isso pessoas idosas tem mais dificuldade de se aquecer.
O coração pifa.
Bem mais séria, a quantidade de sangue bombeado a cada batimento cai gradualmente. Se nada o matar antes, seu coração terminará por pifar. É um fato. E como a quantidade de sangue passando pelo coração diminui, seus órgãos também recebem menos sangue. Depois dos quarenta anos, o volume de sangue passando pelos rins diminui em média 1% ao ano. A conta é bem simples, quem tem 71 anos, como eu, tem uma redução de 31% do volume de sangue que passa pelos rins.
Um em mil vive 100 anos.
Depois dos drones de guerra e das drogas, licitas ou ilícitas, os multimilionários estão gastando bilhões de dólares para inventar algo que nos faça chegar aos 100 anos. O College ou Medicine de N.York diz que é pouco provável muita gente ir além dos 115 anos. A Universidade de Washington acredita que os jovens atuais poderão viver rotineiramente 50% mais que nós, seus pais. A mais famosa de todas, a Fundação de Pesquisa SENS, da Califórnia, acha que algumas pessoas chegarão a mil anos! Tudo é teoria. É esperar para ver. O que se pode afirmar, todavia, é que no momento, apenas uma pessoa em mil vive para chegar a um século de idade. Não sabemos muito desses centenários, em parte por não haver muitos.
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