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Interior

Prefeito paraguaio ferido em atentado continua em “fase crítica”, diz governador

No hospital, José Carlos Acevedo Quevedo sofreu parada cardíaca e foi reanimado pela equipe médica

Por Viviane Oliveira | 18/05/2022 08:32
José Carlos Acevedo Quevedo durante entrevista ao Campo Grande News em janeiro de 2020, quando 76 presos fugiram de um presídio no Paraguai. (Foto: Arquivo/Marcos Maluf)
José Carlos Acevedo Quevedo durante entrevista ao Campo Grande News em janeiro de 2020, quando 76 presos fugiram de um presídio no Paraguai. (Foto: Arquivo/Marcos Maluf)

O prefeito de Pedro Juan Caballero, José Carlos Acevedo Quevedo, de 53 anos, continua internado em fase crítica, disse o irmão dele, o governador de Amambay, Ronaldo Acevedo, na manhã desta quarta-feira (18).

Acevedo saía de uma reunião com vereadores na sede da Câmara Municipal, localizada em frente ao Palácio da Justiça, na tarde de ontem (17), quando foi atacado a tiros por pistoleiros em um carro branco. Pelo menos 11 tiros de pistola foram disparados.

Conforme o jornal ABC Color, o prefeito foi atingido por sete tiros, dois deles no pescoço. No hospital, a vítima sofreu parada cardíaca e foi reanimada pela equipe médica, que conseguiu reverter a situação. Em entrevista coletiva, os médicos David Peña e Fátima Medina informaram que o prefeito perdeu muito sangue. "O coração está começando a mostrar sinais de falência”, disseram os profissionais de saúde.

Ontem, a informação era de que Acevedo poderia ser transferido para outra unidade hospitalar da capital do Paraguai, Assunção, ou até mesmo para o Brasil. Mas, segundo o governador, por enquanto, não será possível fazer a transferência até que o estado de saúde do irmão se estabilize.

Durante a entrevista ao jornal paraguaio ABC Color, Ronald Acevedo, que teve a filha assassinada com outras três pessoas em ataque em Pedro Juan Caballero, em 9 de outubro do ano passado, culpou o presidente pela tragédia e afirmou que o Paraguai não tem uma política de Estado para lidar com o crime organizado. “A guerra está perdida”, disse.

Ronald disse que o irmão não havia recebido ameaças de morte. Ao ser indagado sobre as possíveis causas do ataque, o governador acredita que o crime aconteceu porque “nós fazemos nosso trabalho, como aconteceu com Pecci”. Ele fez referência ao promotor Marcelo Pecci, que atuava contra o narcotráfico e foi assassinado na semana passada na Colômbia.

Reeleito em outubro do ano passado, José Carlos Acevedo é filiado ao Partido Liberal. Poucos dias antes da eleição de outubro, ele causou polêmica ao chutar o corpo de um traficante, vítima da chacina com quatro mortes, ocorrida em frente a um centro de eventos de Pedro Juan. Entre os mortos, estava a sobrinha dele, filha do governador Ronald Acevedo.

Pedro Juan Caballero é separada por uma rua de Ponta Porã (MS), a 313 km de Campo Grande. Capital do departamento de Amambay, a cidade divide com a vizinha brasileira o título de principal base do crime organizado na fronteira.

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