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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

05/08/2016 17:51

Presídio fica destruído com rebelião e visitas são suspensas até dia dos pais

Anny Malagolini e Fernanda Yafusso
Rebelião em presídio durou pelo menos 16 horas (Foto: Ta na Mídia Naviraí)Rebelião em presídio durou pelo menos 16 horas (Foto: Ta na Mídia Naviraí)

Após a rebelião dos presos do presídio de segurança máxima de Naviraí, que durou pelo menos 16 horas na quinta-feira (4), os detentos estão com as visitas suspensas, inclusive no dia dos pais, 14 de agosto. Durante o ataque, dois presos morreram e outros cinco ficaram gravemente feridos. A ação só conseguiu ser controlada na madrugada de hoje.

Ailton Stropa diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), afirmou que o presídio ficou destruído com a ação dos presos, e por isso, não há condições mínimas para recepcionar os visitantes no Dia dos Pais. "Não temos muita esperança que ocorram visitações porque o presídio está muito danificado, mas ainda está sendo avaliado como será feito porque temos condições nem mesmo para acomodar os presos. Ainda estamos procurando por uma solução definitiva para que o problema não ocorra novamente", disse.

Ele também disse que ainda não há estimativa do prejuízo causado no local, mas afirmou que os danos foram grandes. "Estamos restabelecendo a energia elétrica e a ligação de água para podermos retomar o funcionamento no local, de forma emergencial", explicou.


Não descartou a possibilidade de novas rebeliões no sistema prisional de Mato Grosso do Sul, e disse acreditar que para tentar coibir novos confrontos entre internos, será preciso promover um reforço do policiamento dentro das unidades prisionais. “Existe um acirramento pela conquista de espaço interno, dentro do sistema prisional em todo o país. Isso já está identificado e o governo está atendo", esclareceu.

Para o diretor-presidente da Agepen, Ailton Stropa, a agência está trabalhado para que não haja nova rebelião no local e nos demais presídios do estado. "Não podemos afirmar que uma nova rebelião possa ocorrer pois ao mesmo tempo em que está calmo, um problema pode surgir. Momentaneamente podemos afirmar que a situação está tranquila", amenizou.

Devido a gravidade da rebelião no presídio, cerca de 100 presos foram transferidos para os presídios de Campo Grande e Dourados. O suposto motivo da ação seria a disputa de facções pelo domínio do crime organizado na região sul do Estado. No episódio de ontem, a briga seria entre o grupo paulista PCC (Primeiro Comando da Capital) e os cariocas do CV (Comando Vermelho). A rebelião começou no início da tarde de quinta-feira, após o banho de sol, quando os presos se recusaram a retornar para as celas e deram início a uma briga entre eles, que evoluiu para a rebelião.



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