Preso, ex-candidato a prefeito e dono de mercado recebeu R$ 853 mil em um ano
A compra de merenda escolar faz parte de uma de 4 contratações feitas com a empresa entre 2018 e 2019

O ex-candidato a prefeito de Água Clara nas eleições de 2024, Humberto de Lima Marques, foi preso junto com as servidoras do município na Operação Barattieri, do Gaeco, nesta manhã. Ele é proprietário do Irmãos Marques Supermercado, que, entre 2018 e 2019, manteve contratos de R$ 853.070,81 com a prefeitura, segundo o Portal da Transparência.
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Ex-candidato a prefeito de Água Clara, Humberto de Lima Marques, foi preso na Operação Barattieri do Gaeco. Proprietário do Irmãos Marques Supermercado, ele manteve contratos de R$ 853 mil com a prefeitura entre 2018 e 2019, incluindo fornecimento de merenda escolar. Também foram presas três servidoras municipais. O Gaeco investiga desvio de recursos públicos destinados à alimentação escolar.
Nele, é possível verificar que a compra de merenda escolar faz parte de apenas uma de 4 contratações e justamente a de maior valor: R$ 427.850,00. Mas este foi apenas o montante inicial, já que ao longo de 2019 houve aditivo de R$ 106.962,50, chegando a R$ 534.812,50. Na página não há os documentos do procedimento.
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Os demais eram para obras e serviços de engenharia e aquisição de materiais, cujos valores iniciais eram de R$ 274.827,00, mas receberam valores a mais de R$ 43.431,31, alcançando R$ 318.258,31. Também não há detalhamentos sobre que obras ou materiais foram prestados nos contratos.
Nas eleições de 2024, ele perdeu para a atual prefeita, Gerolina da Silva Alves, que foi reeleita com 74,82% dos votos válidos, contra 25,18% dos depositados na chapa de Humberto.
No mesmo ano, ele entrou com recurso administrativo em licitação do município que habilitou a empresa Zellitec Comércio e Produtos Alimentícios Eirelli como fornecedora da merenda escolar. Na ocasião, o Gaeco investigou a Zellitec no bojo da Operação Malebolge, em Água Clara.
A reportagem tentou identificar quem atua na defesa do empresário, mas sem sucesso. O espaço segue aberto.
Caso - Além dele, foram presas a ex-secretária de Educação de Água Clara, Adriana Rosimeire Pastori Fini, a servidora pública, Ana Carla Benette e a também servidora da educação, Jânia Alfaro Socorro, todas alvos da Malebolge.
Hoje, segundo o Gaeco, a investigação apura um esquema de desvio de recursos públicos destinados, especialmente, à compra de gêneros alimentícios para a merenda escolar. As servidoras públicas mantinham um esquema criminoso paralelo com Marques.
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