Gráfica recebeu R$ 38 mil da Santa Casa Saúde sem comprovar serviços
Empresa é mais um ligada ao advogado Paulo da Cruz Duarte
RESUMO
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A D&C Gráfica Rápida e Comunicação Visual recebeu R$ 38.199,79 da Operadora Santa Casa Saúde em 2025 por serviços gráficos, reprográficos e de publicidade, mas, segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), não foram apresentados ao Conselho Fiscal documentos que demonstrassem que algo foi efetivamente produzido e entregue.
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Do total identificado pela investigação, R$ 25 mil foram pagos de uma única vez em dezembro de 2025.
A falta de documentação que levou o pagamento ao radar do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção). Segundo os investigadores, nenhum contrato da D&C foi entregue ao Conselho Fiscal. Também não foram apresentados orçamentos, ordens de serviço, artes produzidas, materiais impressos, documentos de entrega ou qualquer outra prova da execução dos serviços.
A D&C aparece na investigação porque, segundo o Ministério Público, fazia parte de um conjunto de empresas vinculadas ao advogado Paulo da Cruz Duarte.
O ponto ganha relevância porque Paulo não mantinha apenas empresas contratadas pela operadora. Sua sociedade de advocacia também prestava assessoria jurídica à Santa Casa Saúde. De acordo com o MPMS, ele tinha acesso a contratos, termos aditivos e informações internas enquanto outras empresas sob seu controle eram contratadas pela instituição.
A investigação afirma que esse núcleo empresarial passou a atuar em diferentes áreas da operadora, incluindo cobrança, atendimento, administração de beneficiários, telemedicina, publicidade, serviços gráficos e assessoria jurídica.
No caso específico da publicidade, o MPMS encontrou ainda R$ 96 mil pagos à Duarte Soluções, outra empresa controlada por Paulo da Cruz. Os investigadores dizem que a administração não demonstrou qual era a diferença entre os serviços de publicidade prestados pela Duarte Soluções e aqueles atribuídos à D&C Gráfica.
Para o Ministério Público, portanto, a D&C não aparece como um fornecedor isolado. O relatório sustenta que as empresas faziam parte de uma estrutura dividida em vários CNPJs ligados ao mesmo núcleo empresarial, que recebia pagamentos por diferentes atividades da Santa Casa Saúde em alguns caso, sem prestar qualquer serviço oficialmente.
Em 2025, as empresas vinculadas a Paulo da Cruz Duarte receberam, ao todo, mais de R$ 9,6 milhões da operadora, segundo a investigação.
Desde a última sexta-feira o Campo Grande News tenta contato com o advogado para saber sua posição sobre as denúncias e segue com espaço aberto para respostas


