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Entre o carinho e o boleto, quando vale pagar plano de saúde pet?

Tutores relatam vantagens de serviço que evita "susto" no veterinário

Por Bruna Melo | 14/09/2026 14:07

O cachorro passa mal de madrugada, o gato aparece machucado e, na corrida ao veterinário, a única preocupação é voltar para casa com o companheiro bem. Pelo menos até chegar a conta dos atendimentos.

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Planos de saúde para pets ganham espaço como alternativa para reduzir gastos com consultas, exames, vacinas, cirurgias, banho e tosa, além de dar mais previsibilidade às finanças dos tutores. Em Campo Grande, há modalidades locais e nacionais, com preços entre R$ 14,90 e R$ 199,90, muitas vezes com coparticipação. Tutores buscam o serviço para evitar despesas altas com animais idosos ou com problemas de saúde.

Entre consulta de emergência, exames e medicamentos, o alívio pode vir acompanhado da sensação de ter deixado um rim para salvar o pet. E para tentar evitar esse segundo susto é que existem os planos de saúde para animais. Os serviços, que cobrem parcial ou totalmente o valor de consultas, de alguns exames e até de tratamentos mais complexos podem evitar gastos surpresas e levar mais controle às finanças de tutores.

Mas o que esses planos cobrem? E quando vale a pena pagar uma mensalidade?

A resposta é: depende da modalidade e do perfil de uso. Em Campo Grande, há clínicas que oferecem planos independentes com vacinas, banho e tosa. Outras também ofertam consultas e exames inclusos, por um preço mais alto. Em outros casos, planos nacionais, que costumam ser mais completos, permitem atendimento em todo o país.

O veterinário Antonio Defanti Junior, da clínica Bourgelat, uma das poucas que oferece plano de saúde na cidade, explica que a maioria dos pets inclusos na modalidade são idosos e que necessitam de cuidados estéticos semanais, como banho e tosa.

O local oferece o serviço desde 2000. Entre os clientes, estão os tutores mais preocupados com prevenção e previsibilidade de gastos com a saúde do animal. "Para a clínica, o plano também representa uma estratégia de fidelização dos clientes, incentivando o acompanhamento contínuo da saúde dos animais", diz Antonio.

Entre o carinho e o boleto, quando vale pagar plano de saúde pet?
Tequila e Vicente, cachorrinhos de Deborah, usuários de plano de saúde pet (Foto: Arquivo Pessoal)

Deborah Nunes, 26 anos, foi uma das que optou por assinar um plano nacional de saúde para os pets Vicente, um vira-lata caramelo, e Tequila, uma pug. Ela conta que já desembolsou mais de R$ 3 mil em tratamentos e cirurgias para Tequila, que apresenta dermatite atópica e problemas respiratórios.

O plano é uma forma de evitar despesas maiores com os problemas de saúde da pug e do cachorro Vicente, que vivia nas ruas, tem a pata traseira amputada e com quem a tutora já gastou mais de R$ 1 mil em tratamentos.

A empresa garantiu a aplicação de microchip nos animais. Essa é uma tecnologia que funciona como uma espécie de documento de identidade, útil tanto em caso de perda como para evitar fraudes no atendimento.

Entre o carinho e o boleto, quando vale pagar plano de saúde pet?
Tody, cachorrinho de estimação de Claudine (Foto: Arquivo Pessoal)

O plano nacional mais comum varia entre R$ 14,90 e R$ 199,90 e é atendido em diversas clínicas da cidade. Porém, é coparticipativo. Ou seja: há cobrança complementar no cartão ou na clínica.

Claudine Segovia, 50 anos, é tutora do Tody, shih-tzu de 1 ano e meio, e assina plano de saúde pet. A preocupação aumentou quando o animal passou por uma cirurgia nos cotovelos.

“O custo com vacinas consultas cirurgias e atendimento em geral o custo é muito alto, com o plano o valor da mensalidade e coparticipação é muito mais acessível”, conclui Claudine.