Preso por matar funileiro alega legítima defesa por dívida de R$ 8,5 mil
Francisco das Chagas de Moura Fonseca relata que recebia ameaças de morte pelo WhatsApp
Francisco das Chagas de Moura Fonseca, de 36 anos, alegou em depoimento à Polícia Civil que agiu em legítima defesa ao matar o funileiro Everton Martins de Oliveira, de 43 anos, na noite de quinta-feira (3), na Avenida Mato Grosso, em Anaurilândia, cidade a 371 quilômetros de Campo Grande.
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Francisco das Chagas de Moura Fonseca, de 36 anos, alegou legítima defesa ao matar o funileiro Everton Martins de Oliveira, de 43 anos, em Anaurilândia. O crime teria sido motivado por um desentendimento sobre o conserto de um veículo, pelo qual pagou R$ 8.500. Foram disparados 13 tiros. Francisco foi indiciado por homicídio triplamente qualificado e porte ilegal de arma.
Segundo o acusado, o crime foi motivado por um desacordo comercial referente ao conserto de um Gol G4, serviço pelo qual pagou R$ 8.500,00. Francisco afirmou que a vítima instalou a frente de um modelo G3 no veículo e, após a cobrança pelo serviço incorreto, passou a enviar ameaças de morte por WhatsApp durante três dias.
Francisco relatou que passou a noite de quarta-feira (2) sem dormir com medo de uma invasão à sua casa. Na noite do crime, segundo sua versão, a vítima teria ido até a frente de sua residência a bordo de uma VW Parati e feito um gesto indicando que sacaria uma arma ou objeto. Sentindo-se ameaçado, o autor sacou uma pistola calibre 7,65 mm e efetuou os disparos.
“Ele chegou de carro, me encarou e colocou a mão como se fosse pegar uma arma ou uma machadinha. Na hora entrei em pânico e atirei para defender minha família", alegou Francisco.
A perícia apurou que foram efetuados pelo menos 13 disparos contra a VW Parati conduzida pela vítima. Sete tiros atingiram o veículo e dois acertaram a cabeça de Everton, que perdeu o controle da direção e bateu contra um poste. "Eu não vi nada, só dei o primeiro tiro e perdi a noção do que estava fazendo", afirmou o homem.
Francisco admitiu que não tinha porte ou registro da pistola calibre 7.65 mm e que andava armado habitualmente por cidades de Mato Grosso do Sul e do Paraná. Após o crime, ele escondeu o armamento dentro de uma VW Saveiro destrancada na Rua Anaurelissia, onde a polícia o localizou.
"Eu saí correndo desesperado e só joguei a arma no primeiro carro que vi aberto na rua", justificou.
O delegado Anderson Farias indiciou Francisco por homicídio triplamente qualificado e por porte ilegal de arma de fogo. A Polícia Civil solicitou a prisão temporária do investigado e a quebra do sigilo telefônico dos celulares apreendidos para periciar as mensagens.
Caso - De acordo com o boletim de ocorrência, o crime aconteceu por volta das 21h40, na Avenida Mato Grosso, na esquina com a Rua Anaurelissia. Segundo o registro policial, Everton, que trabalhava como funileiro, chegou ao local em um veículo VW/Parati prata e estacionou em frente à residência de Francisco. Neste momento, o morador saiu armado e efetuou cerca de 13 disparos contra o automóvel e o condutor.
Atingido na região da cabeça, Everton tentou fugir conduzindo o veículo por alguns metros, mas perdeu o controle da direção e colidiu contra um poste de iluminação pública no cruzamento com a Rua Nilo Peçanha. Socorristas do Hospital Sagrado Coração de Jesus foram acionados, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e teve o óbito constatado ainda no local.
Após o ataque, equipes policiais realizaram buscas na região e localizaram Francisco caminhando pela via pública, próximo à sua residência. Ao ser abordado, ele confessou ter efetuado os disparos.
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