União diz que faz manutenção e envia caminhão-pipa para aldeia sem água
“Mas a quantidade de 500 litros para cada família não é suficiente”, reclama morador
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O Dsei/MS (Distrito Sanitário Especial Indígena) informou ao Campo Grande News que a comunidade São Miguel, aldeia indígena kinikinau, em Miranda, a 208 km da Capital, é abastecida com água por caminhão-pipa.
Na quarta-feira (dia 2), reportagem mostrou o drama dos moradores, ladeados por caixa de água e recipientes vazios. O apelo era por um direito básico: acesso à água. A comunidade tem 30 famílias.
“O Sistema de Abastecimento de Água (SAA) da Aldeia Mãe Terra, que atende a comunidade São Miguel, encontra-se em manutenção. Enquanto o serviço é realizado, o abastecimento está sendo garantido por caminhão-pipa”, diz o Dsei na nota encaminhada à reportagem.
A Aldeia Mãe Terra fica a um quilômetro da comunidade São Miguel. Segundo Marcimiano Roberto Albuquerque, de 32 anos, o caminhão-pipa levou água para cada residência.
“Mas a quantidade de 500 litros para cada família não é suficiente para ficar vários dias. O caminhão é pequeno, atende outras comunidades e não consegue vir para reabastecer. O Dsei deveria ter um caminhão-pipa para atender às comunidades em Miranda. Tem a Mãe Terra, Cachoeirinha, Babaçu, Morrinho, Lagoinha, Passarinho”.
A expectativa é que o poço da Mãe Terra seja consertado. A comunidade São Miguel também conta com poço, mas faltam a bomba e a rede de distribuição de água.
Na quarta-feira, Águeda Roberto, de 72 anos, relatou que já estava há uma semana sem água. “Aqui tem velhinha, tem gestante. As crianças não estão indo para a escola porque não tem água para tomar banho. Nós temos poço, mas não está funcionando. Nós estamos pedindo socorro”.
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