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Interior

Procurador alvo de operação é liberado da prisão após pagar R$ 5 mil de fiança

Procurador vai responder pelo crime contra o estatuto do desarmamento, que prevê pena de um a três anos de prisão mais multa

Por Adriano Fernandes e Helio de Freitas | 15/07/2020 20:22
Prefeita de Dourados, Délia Razuk, ao lado do procurador do município. (Divulgação)
Prefeita de Dourados, Délia Razuk, ao lado do procurador do município. (Divulgação)

O procurador-geral de Dourados, Sérgio Henrique Pereira Martins de Araújo, deixou a prisão após pagar fiança de R$ 5 mil, nesta quarta-feira (15). O advogado foi preso em flagrante por posse de munições ilegais durante buscas na casa dele, nesta quarta-feira (15) durante a Operação Contágio.

No local foram encontrados pelo menos 16 cartuchos calibre 38, contrabandeados do Paraguai. Conforme o delegado Rafael de Souza Carvalho, o procurador foi autuado em flagrante por crime contra o estatuto do desarmamento, que prevê pena de um a três anos de prisão mais multa.

Sérgio é ex-presidente da Subseção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e braço-direito da prefeita de Dourados, Délia Razuk (PTB).

Contágio – Além do procurador outros cinco servidores da prefeitura de Dourados foram alvos da operação, deflagrada hoje pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul para desvendar esquema envolvendo dispensa fraudulenta de licitação para compras de produtos e equipamentos voltados a enfrentar a pandemia do novo coronavírus.

Por determinação do juiz da 2ª Vara Criminal de Dourados, todos foram afastados de suas funções por 90 dias. São eles o secretário municipal de Fazenda Carlos Francisco Dobes Vieira; a servidora concursada Berenice Oliveira Machado de Souza e as funcionárias Nara Katiane Gomes Matoso, Camilla Barboza de Lima e Patrícia Damares da Silva.

Coordenada pelas 16ª, 10ª, 11ª e 17ª Promotorias de Justiça de Dourados e Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado), a operação desta quarta-feira cumpriu 14 mandados de busca e apreensão, além de 12 mandados com fixação de medidas cautelares criminais contra os investigados – servidores públicos e particulares.