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Campo Grande, Sábado, 19 de Outubro de 2019

18/12/2018 18:09

Quatro dias após nascer, bebê é retirado da família pelo Conselho Tutelar

Justiça alegou que a família não tem condições de criar o bebê

Kerolyn Araújo
Justiça alegou que casa humilde da família seria um dos motivos do recolhimento da criança. (Foto: Arquivo Pessoal)Justiça alegou que casa humilde da família seria um dos motivos do recolhimento da criança. (Foto: Arquivo Pessoal)

Uma família de Água Clara, cidade distante a 198 quilômetros de Campo Grande, está vivendo momentos de angústias desde a última sexta-feira (14), quando o Conselho Tutelar levou da casa um bebê de apenas quatro dias de vida.

Ao Campo Grande News, a tia da criança, Letícia Barcelos Malaquias, 28 anos, explica que o sobrinho, Heitor, nasceu no dia 10 de dezembro. No dia 14, uma equipe do Conselho Tutelar foi até a casa do irmão, Durico Malaquias dos Anjos Neto, 27 anos, e da cunhada Graciele Rosa da Silva, 21 anos, e levou a criança para um abrigo.

''Eles disseram que meu irmão e minha cunhada não tinham condições de criar o bebê porque minha cunhada estaria bebendo com frequência, além da casa ser pequena, suja e muito quente", contou. O casal mora em um cômodo com banheiro.

Segundo Letícia, a cunhada tem outros três filhos de 1, 3 e 6 anos, que são frutos de relacionamentos anteriores, que também foram recolhidos pelo Conselho Tutelar em março deste ano. ''Alegaram que ela bebia muito e levaram as crianças. Mas ela nunca deixou os filhos sozinhos. Sempre que saía, deixava as crianças com familiares ou babá", explicou. Dos três filhos, dois estão em abrigo e um com o pai.

Quando a cunhada engravidou, o Conselho Tutelar informou que o bebê também seria levado quando nascesse. Porém, antes de levá-lo, ninguém foi até a casa da família verificar as condições de vida do casal. ''Não houve nenhuma visita. Simplesmente chegaram e levaram o bebê. Disseram que a mãe estava bebendo, mas não é verdade porque ela estava na dieta", disse.

Amamentação - A família conseguiu, por meio do Ministério Público, que a mãe consiga amamentar o bebê duas vezes por dia em horários estabelecidos. 

Agora, a família aguarda a passagem das festas de final de ano para tentar recuperar a criança. ''Disseram que algum parente próximo pode tentar pegar a guarda do bebê, mas só depois do ano novo", contou.

A reportagem entrou em contato com o Fórum de Água Clara, mas nenhuma informação sobre o caso foi repassada. No Conselho Tutelar da cidade nenhuma das ligações foram atendidas.

 

 

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