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Interior

"Sumida", filha tem júri marcado por matar a mãe e enterrar no quintal

Técnica em enfermagem, Cintya Costa é ré pelo assassinato da idosa de 76 anos, crime que aconteceu em 2018

Por Anahi Zurutuza | 22/06/2021 12:54
Cintya Chagas Costa no dia em que foi presa pela morte da mãe, em 22 de outubro de 2018 (Foto: Hoje Mais) 
Cintya Chagas Costa no dia em que foi presa pela morte da mãe, em 22 de outubro de 2018 (Foto: Hoje Mais)

Quase três anos depois que a Polícia Civil descobriu o corpo de idosa, de 76 anos, enterrado no quintal de casa, a técnica de enfermagem, Cintya Chagas Costa, hoje com 48 anos, será julgada por matar a mãe adotiva e tentar esconder o crime. Júri popular está marcado para o dia 14 de julho em Três Lagoas e testemunhas estão sendo convocadas.

Cintya foi presa em flagrante no dia 22 de outubro de 2018, quando o cadáver foi descoberto, teve vários pedidos de liberdade negados e estava na prisão ao menos até 7 de julho do ano passado, quando foi intimada da decisão da Justiça de mandá-la a júri por homicídio doloso e ocultação de cadáver.

A Defensoria Pública recorreu da sentença, que foi mantida pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), mas conforme edital publicado no Diário Oficial de Justiça desta terça-feira (22), a ré não foi encontrada no Estabelecimento Penal Feminino de Três Lagoas, seu último “endereço”, para ser informada da data do julgamento. Diz o edital que a acusada está “em lugar incerto e não sabido”.

A Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) informou, contudo, que Cintya continua no presídio do interior, nunca saiu de lá.

Local onde corpo foi enterrado (Foto: Reprodução do processo)
Local onde corpo foi enterrado (Foto: Reprodução do processo)

Denúncia – Cintya é acusada de matar a mãe, idosa que tinha Alzheimer, para “se livrar” dos cuidados intensivos com Helena Chagas da Costa, que estava bastante debilitada. Na casa onde a filha vivia com a mãe foram encontrados sedativos. A suspeita da polícia é que a mulher, técnica de enfermagem, usava a medicação para deixar a mãe desacordada.

Para a investigação e acusação, a técnica em enfermagem cometeu o homicídio no dia 3 de outubro, mais de 15 antes do corpo ser encontrado. Ela agrediu a idosa até a morte,  depois arrastou o corpo até a parte da frente do quintal da residência onde moravam, no Bairro Setsul, em Três Lagoas, e enterrou em cova rasa.

Pela casa, foram encontrados vestígios de sangue com o uso do luminol (substância química que reage em contato com o fluído e “brilha”) que indicam a dinâmica. Mas, como o cadáver estava em avançado estado de putrefação não foi possível determinar a causa da morte.

Conversa de WhatsApp onde Cintya conta que "Dona Helena", a mãe, "faleceu" foi anexada no autos (Foto: Reprodução do processo)
Conversa de WhatsApp onde Cintya conta que "Dona Helena", a mãe, "faleceu" foi anexada no autos (Foto: Reprodução do processo)

O crime só foi descoberto depois que a Polícia Civil foi verificar denúncia anônima de maus-tratos feito ao Disque 100. Acontece que pessoas do convívio de Cintya passaram a desconfiar das histórias que ela contava. Para alguns, ela disse que mãe havia morrido enquanto para outros, denunciou o desaparecimento da idosa, que era cega.

Aos policiais, num primeiro momento, consta em boletim de ocorrência, a técnica em enfermagem disse que a mãe tinha sido levada para o sítio de uma tia. Depois, ainda durante a entrevista, ela admitiu que Helena estava morta, mas disse que encontrou a idosa já sem vida na cama e decidiu enterrar no quintal porque ficou em “choque”.

(*) Matéria edital às 13h52 para correção de informação após retorno da Agepen.

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