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Interior

“Tristeza e desespero”, diz deputada sobre colisão fatal envolvendo a família

Deputada defende genro e diz que ele saiu do local de acidente para buscar ajuda

Por Anahi Zurutuza | 03/05/2021 16:51
Deputada estadual Mara Caseiro durante entrevista (Foto: Paulo Francis/Arquivo)
Deputada estadual Mara Caseiro durante entrevista (Foto: Paulo Francis/Arquivo)

“Estamos com os corações dilacerados”, afirmou a deputada estadual Mara Caseiro (PSDB) sobre acidente envolvendo a família dela e que causou a morte de pescador no Rio Miranda. A parlamentar se manifestou por meio de nota, afirmando que assim que soube do ocorrido, “pânico e angústia a consumiram”.

Mara Caseiro informou que estava em Rio Brilhante para reuniões com produtores rurais de assentamentos quando soube do acidente, no fim da manhã de sábado, dia 1º. “Parei imediatamente minhas atividades e retornei à Campo Grande”.

Só na Capital, a deputada conseguiu saber mais detalhes. “Foi então que tomei conhecimento do ocorrido com meu genro Thiago, minha filha Maiara e meus três netos, Luiz Henrique, de 14 anos, Ana Gabriela de 11 anos e João Vitor de 10 anos. Um passeio de sábado em família no Rio Miranda, onde todos estavam felizes, fazendo o que mais amam, que é estarem juntos em uma pescaria, terminou em um acidente envolvendo a lancha em que estavam e um barco com três pessoas”.

Nivaldo Thiago e Maiara Caseiro posam para foto em barco (Foto: Reprodução das redes sociais)
Nivaldo Thiago e Maiara Caseiro posam para foto em barco (Foto: Reprodução das redes sociais)

A parlamentar defende o genro e a filha, Maiara Caseiro, que decidiram deixar o local da colisão. “Para buscar ajuda, meu genro, minha filha e meus netos, saíram do local e procuraram as autoridades competentes. Ao mesmo tempo, como meu neto mais novo chorava muito, reclamando de dores abdominais devido à batida, eles em estado de choque buscaram ajuda hospitalar no município de Miranda”.

A deputada diz sentir muito pelo fim de semana de lazer ter terminado em tragédia para a família de Carlos Américo Duarte, de 59 anos, que havia acabado de sair para pescar com o filho, Caê Duarte, de 33.

“Sei que nada pode reparar a perda de um ente querido. Nada!!! O momento de alegria para todos que estavam ali naquele dia de feriado, transformou-se em tristeza e desespero”, lamenta Mara Caseiro.

Em outro trecho da nota, ainda expressa condolências. “Não tenho como amenizar a dor da família que perdeu seu ente querido. Esse poder apenas nosso bom Deus possui. Mas externo aqui meu mais profundo pesar a todos os amigos e familiares do sr. Carlos. Sei que com certeza estão sofrendo muito! Todos nós estamos com os corações dilacerados!”

Mara torce para que a justiça prevaleça. “Sobre o ocorrido, cabe às autoridades competentes a investigação e os demais encaminhamentos”.

À direita, pai e filho (chapéu branco e boné azul), junto com amigos, pouco antes de embarcar para pescaria (Foto: Direto das Ruas)
À direita, pai e filho (chapéu branco e boné azul), junto com amigos, pouco antes de embarcar para pescaria (Foto: Direto das Ruas)

O acidente – Carlos Duarte fazia parte de grupo de 24 pescadores que chegaram à Pousada Beira-Rio, em Miranda, na manhã de sábado. Por volta das 12h, ele saiu com o filho em barco conduzido por Rosivaldo Barboza de Lima, piloto profissional e funcionário do hotel.

Menos de meia hora após a partida, a embarcação onde estava o trio foi “atropelada” por lancha conduzida por Nivaldo Thiago Filho de Souza, de 36 anos. Carlão, como era conhecido entre os amigos, foi atingido em cheio pelo barco maior. Levou um golpe no peito, segundo testemunhas.

Danificado, o barco atingido estava prestes a afundar, mas o representante comercial, o pai e o piloto foram socorridos pelo grupo que chegou ao local minutos após a colisão.

Nivaldo desapareceu, mas após a PM (Polícia Militar) ser chamada e informar outras forças policiais, foi parado em posto da PRF (Polícia Rodoviária Federal) na BR-262. O condutor da lancha se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas admitiu aos policiais ter tomado, na manhã de sábado, 4 garrafas de cerveja de 205 ml, conforme registrado em boletim de ocorrência. Testemunhas dizem que logo após a colisão, o homem descartou embalagens de bebidas alcoólicas no rio.

O piloto da lancha também não tem habilitação para conduzir embarcações, diferente dos pilotos contratos pelos turistas hospedados na Beira-Rio.

Nivaldo Thiago Filho de Souza exerce cargo comissionado na Segov (Secretaria Estadual de Governo) com salário de R$ 15.888,47. O Campo Grande News apurou que o genro da deputada Mara Caseiro está na função desde 2015.

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