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Campo Grande, Quarta-feira, 26 de Setembro de 2018

19/04/2018 18:45

Júri inocenta dupla que participou de morte de advogado

O crime aconteceu em março de 2009 na cidade de Costa Rica - a 305 quilômetros de Campo Grande

Geisy Garnes e Bruna Kaspary
O júri aconteceu na manhã desta quinta-feira (Foto: Bruna Kaspary)O júri aconteceu na manhã desta quinta-feira (Foto: Bruna Kaspary)

O conselho de sentença do Tribunal do Júri de Campo Grande inocentou Francisco Pereira Feitosa e David da Silva Roseno, de 37 e 35 anos, por participação na morte do advogado Nivaldo Nogueira de Souza. O crime aconteceu em março de 2009 na cidade de Costa Rica - a 305 quilômetros de Campo Grande.

Esse foi a segunda vez que a dupla prestou depoimento em juízo. O primeiro julgamento sobre o caso aconteceu em 2013, mas foi anulado após um recurso do MPE (Ministério Público Estadual) defender que a decisão dos jurados foi contrária às provas existentes. O pedido foi aceito para cinco dos sete réus e as novas datas marcadas.

Após 5 anos, a dupla voltou ao tribunal e mais uma vez confessou a participação no crime. Durante os depoimentos desta quinta-feira (19), David lembrou que foi ele quem levou o autor dos disparos a lanchonete em que o advogado morreu. Ele confessou ter ficado de campana no local, até o momento dos tiros e que depois fugiu para o Maranhão. “Depois que aconteceu eu vazei, porque não sabia quem era quem”, afirmou aos jurados.

Já Francisco, conhecido como Chicão, foi quem ajudou o assassino do advogado, Michel Leandro dos Reis, a fugir depois do crime. “Eu admito minha culpa, de ter mostrado quem era a vítima e dado fuga, mas não recebi nada”, detalhou. Para a polícia, a prisão da dupla foi determinante para chegar ao pistoleiro e ao mandante do crime.

Durante o julgamento desta manhã, Francisco e David fizeram um acordo de delação premiada e detalharam o crime e os participantes ao juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri. Por conta disso, a defesa dos suspeito sustentaram duas teses: a de comoção moral e perdão judicial por conta da delação premiada.

Na decisão o conselho de sentença inocentou Francisco e David. Como a sentença definida pelos jurados é unânime, os alvarás de soltura em nome dos foi enviado aos presídios de Coxim e para a Máxima de Campo Grande, onde os suspeitos aguardavam julgamento presos.

Entenda o caso - O julgamento de todos os envolvidos foi fracionado em três partes. Agora restam dois, que vão acontecer nos dias 24 e 26 de abril.

De acordo com a denúncia, no dia do ocorrido, por volta das 18h, David, pilotando uma motocicleta, teria levado Michel até a “Lanchonete Cantinho Meu”, no centro de Costa Rica, onde o advogado estava. Eles teriam ficado de tocaia na esquina.

Ainda conforme a denúncia, em seguida, Francisco teria passado de carro e avisado que a vítima estava no bar. Os dois primeiros passaram de moto em frente à lanchonete, mas resolveram dar mais uma volta. A seguir, o condutor da moto subiu com o veículo na calçada em frente ao estabelecimento e Michel que estava na garupa desceu e, após certificar-se que era o advogado, sacou a arma e atirou. Um dos atingiu a cabeça de Nivaldo. Após o crime, os dois teriam fugido e duas quadras depois Michel entrou no carro e seguiu a fuga.

Segundo a acusação, o pecuarista Oswaldo José de Almeida Junior, 59 anos seria o mandante do crime. Ele teria contratado Edoildo Ramos, 45anos, para intermediar a contratação dos pistoleiros.

Ainda de acordo com a acusação, Wilia Inácio Rodrigues, 41 anos, teve participação moral e material, pois teria apresentado Michel como o matador do advogado. Além disso, Jair Roberto Cardoso, 31anos, também foi acusado de ser um dos intermediários do crime.



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