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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

03/05/2016 09:57

Na 1ª fase da Caravana na Capital, pacientes sonham com vida normal

Mutirão selecionou 150 pessoas da fila de espera do Estado para exames de colonoscopia

Leandro Abreu
Pacientes passam pro colonoscopia entre hoje e amanhã. (Foto: Marcos Ermínio)Pacientes passam pro colonoscopia entre hoje e amanhã. (Foto: Marcos Ermínio)

Esperando há cinco meses por um exame de colonoscopia, o aposentado Laudivino Salustiano, 67 anos, tem a esperança de voltar a ter uma vida normal após cerca de três anos, desde que teve um problema em uma cirurgia e acabou com problema intestinal. Ele faz parte dos 150 pacientes selecionados para passar pelo Mutirão de Colonoscopia, uma parceria entre a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva e o Governo do Estado, sendo a primeira etapa da Caravana da Saúde em Campo Grande, realizada nesta terça-feira (3) e amanhã no HR (Hospital Regional).

“Tenho esse problema desde uma cirurgia no coração há três anos, quando me deram um laxante. Desde então tenho o intestino desregulado e não consigo nem mesmo sair de casa. Fiquei um mês indo na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) para me medicar e então o médico disse para eu fazer a colonoscopia”, comenta.

De acordo com Antônio Gentil Neto, presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva em Mato Grosso do Sul, a alimentação e antecedentes familiares tem ligação direta com as chances da pessoa desenvolver um câncer no intestino. “Ingerir muita gordura, por exemplo, e ter pessoas na família que já tiveram câncer de intestino aumentam em cinco vezes as chances. O primeiro sinal de alerta é o sangramento nas fezes”, detalhou.

O câncer de intestino é o segundo com maior incidência no Brasil, conforme o presidente, ficando atrás apenas das estatísticas do câncer de mama. Para esse mutirão, 150 pacientes da fila de espera de Mato Grosso do Sul com idade entre 50 e 75 anos foram convocados para, entre hoje e amanhã, serem atendidos.

Conforme o diretor-presidente do HR, Justiniano Vavas, atualmente o hospital faz cerca de 600 exames digestivos por mês, sendo 200 colonoscopias. “Com o mutirão, aumentaremos esse atendimento esse mês, mas ainda assim temos uma fila de espera de 1 mil pacientes aguardando em todo Estado. O exame atualmente deveria ser mais ágil, até para que o paciente não chegasse para realizá-lo com o caso em uma fase mais avançada”, disse.

Ainda de acordo com Vavas, a colonoscopia tem o intuito de encontrar pólipos no intestino do paciente, que são pequenas verrugas que podem se tornar malignas e evoluir para um câncer. “Em média, 25% dos exames encontram os pólipos e 5% destes são malignos. Por isso é importante que as pessoas percebam qualquer alteração na rotina de ir ao banheiro e procurem um médico”, finalizou o diretor-presidente do HR.

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