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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

17/09/2009 15:13

Prefeitura notifica famílias e empresa para deixar ruas

Redação

A prefeitura municipal de Campo Grande notificou três famílias e uma empresa informal a desocupar duas ruas na Vila Almeida Lima, na região do Bairro Tiradentes, na saída para Três Lagoas, em Campo Grande.

No caso da Rua Manoel Laburu, entre o Bairro São Lourenço e a Vila Almeida Lima, três residências se apropriaram da rua e formam uma fila, interrompendo a via entre os números 302 e 267. “Há mais de 20 anos que moro aqui e sempre foi assim”, contou o engenheiro eletricista Pedro Luiz Alonso de Oliveira, 48 anos, morador do São Lourenço.

Há 19 anos residindo na casa que fica no meio da Rua Manoel Laburu, o aposentado Álzio Alves Cardoso Amorin, 71, contou que já foi notificado pela prefeitura para desocupar a área. Além dele, outros dois filhos, que residem nas outras casas, também serão obrigados a deixar as casas, construídas ao lado da empresa Transantos, que faliu há 12 anos.

Amorin contou que as residências foram edificadas no local na década de 50. Depois, foram adquiridas pela empresa e repassada aos funcionários. “Há 30 anos a prefeitura tenta abrir a rua”, admitiu o aposentado, que espera, junto com as famílias, as casas prometidas pelo município para deixar os imóveis.

Empresa: Há 14 anos, João Luiz Muraro, 50 anos, instalou a sua empresa numa área abandonada na Vila Almeida Lima. Somente seis anos depois, ao tentar abrir firma, ele descobriu que a sua empresa estava funcionando no meio da Avenida Marquês de Pombal, uma das principais vias da região do Bairro Tiradentes.

A Rua Marques de Pombal começa na Rua Cardoso de Almeida, mas acaba sendo interditada uma quadra depois, na Rua Antônio Bicudo, em frente ao Centro de Convivência do idoso Vó Ziza. Neste primeiro trecho, o terreno estê ocupado por lixo e entulho.

Na quadra seguinte está instalada a empresa de Muraro, que já foi notificado pela prefeitura e prometeu desocupá-lo até o fim deste ano. Como o novo terreno ainda precisa ser aterrado, ele contou que poderá ser obrigado a alugar um imóvel para instalar a empresa provisoriamente.

Invasões: Muraro contou que quando instalou a empresa no local não havia via pavimentada no bairro. Além de imensa área tomada pela areia, a região era marcada por invasões e pela violência.

Ele afirmou que um político chegou a lhe dar garantias de que não seria retirado do local, bastando ficar quieto. No entanto, trocou o gestor municipal e a promessa virou pó. Ele foi notificado e ganhou um prazo para desocupar a via pública.

Enersul: Outros imóveis, de empresas e residências também estão irregulares na região, porque estão na faixa de segurança da rede de energia elétrica de alta tensão. São 20 metros de cada lado da rede que pertencem á Enersul (Empresa Energética de Mato Grosso do Sul).

O proprietário de uma borracharia contou que não consegue regularizar o imóvel porque a concessionária de energia á a proprietária do lote. Sem ter garantias, ele admitiu que não investe na melhoria da região, que vem sendo valorizada com a implantação de duas redes de supermercados e urbanização.



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