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Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

28/06/2017 12:13

Presídio Federal de MS tem veto a visitas íntimas, após mortes de agentes

Viviane Oliveira
Fachada do Presídio Federal em Campo Grande (Foto: arquivo/Alcides Neto)Fachada do Presídio Federal em Campo Grande (Foto: arquivo/Alcides Neto)

Após três mortes de agentes penitenciários, registradas desde setembro do ano passado para cá, o Depen (Departamento Penitenciário Nacional) vai manter o veto a visitas intimas por mais 30 dias. Há um mês, as visitas foram suspensas e seriam retomadas nesta quarta-feira (28).

Conforme o diretor do presídio em Campo Grande, Rodrigo Almeida Morel, a portaria com o veto foi assinada ontem e deve ser publicada ainda hoje no Diário Oficial da União. “Há indícios de que os agentes penitenciários foram assassinados em razão da função”, diz. 

A decisão foi tomada após o assassinato de uma servidora no dia 25 de maio e a Operação Epístola, realizada com o auxílio de servidores do SPF (Sistema Penitenciário Federal).

Na operação, foi constatado que Luiz Fernando da Costa, conhecido como Fernandinho Beira-Mar, aproveitava a visita íntima de outro preso para passar bilhete para fora do presídio e administrar uma rede de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Nos últimos oito meses, três servidores do Sistema Penitenciário Federal foram executados. O mais recente foi o assassinato da Especialista Federal de Assistência à Execução Penal, Melissa de Almeida Araújo, que trabalhava como psicóloga em Catanduvas. A suspeita é de que a morte dela foi encomendada. 

No Sistema Federal estão presos que desempenham função de liderança ou participação em organizações criminosas. A penitenciária federal sul-mato-grossense tem capacidade para 208 presos em celas individuais.

Segundo o diretor, a visita íntima é um beneficio concedido ao preso, regulamentada por portaria. As visitas, ainda de acordo com a portaria, podem ser suspensas em caso de cometimento de falta disciplinar de natureza grave. No total, 561 presos estão sob custódia das penitenciárias federais de Campo Grande, Catanduvas (PR), Mossoró (RN) e Porto Velho (RO).



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