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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

27/09/2010 14:13

Sem cadeados para portas, Derf improvisa

Redação

A Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos) ficou sem cadeados nas portas que dão acesso às celas durante 15 dias.

Neste período, foram usadas algemas e até sacos plásticos para "fechar" as portas, revelam fotos enviadas ao Campo Grande News.

A Derf abriga 41 presos, a maioria assaltantes. No local também estão traficantes de drogas, ladrões de veículos e presos por violência contra mulheres, com base na Lei Maria da Penha.

Não há cadeados em número suficiente, mas uma churrasqueira novinha foi recém inaugurada na Delegacia. Antes do churrasco, no entanto, um recado assinado pelo delegado titular da Derf esclarecia que até às 20h do dia 18 de setembro ela não poderia ser utilizada porque os tijolos haviam sido colocados recentemente.

O presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis), Alexandre Barbosa, apenas confirmou a denúncia. Depois entrou em contato com a unidade policial e obteve a informação de que os cadeados chegaram hoje.

As denúncias sobre deficiências estruturais nas delegacias de Mato Grosso do Sul tem sido freqüentes. Em agosto deste ano, o Cepol (Centro Especializado de Polícias), localizado na Rua Ceará, ficou fechado dois dias por falta de água.

Devido ao problema hidráulico, os policiais foram transferidos para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário).

O Cepol e a Depac são as únicas delegacias responsáveis pelo atendimento de todo o plantão da Capital nos fins de semana e à noite.

"A delegacia ficou sem água até para beber", disse na época o presidente do Sindicato ao criticar também as condições dos banheiros.

Em janeiro, o problema foi denunciado no interior. O corredor que dá acesso às celas da delegacia da Polícia Civil de Miranda era usado para manter presos na unidade, onde homens e mulheres eram separados por apenas uma parede. O problema estrutural foi detectado durante vistoria feita pelo Sinpol,

Também foram verificados problemas em Bodoquena, Anastácio, Aquidauana e Dois Irmãos do Buriti.

Por conta das deficiências, a Justiça determinou a transferência das mulheres de Miranda para Bodoquena.

Em Rio Verde de Mato Grosso, homens, mulheres e adolescentes infratores dividem o mesmo espaço.

Em Brasilândia, rachaduras comprometiam o prédio. Já na unidade de Jardim, o problema também era no abastecimento de água e fez com que uma mangueira fosse usada para levar água às celas. Os presos improvisavam reservatórios de água em garrafas pet. Na mesma unidade, armários eram usados no lugar de uma porta quebrada.

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