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Campo Grande, Domingo, 10 de Dezembro de 2017

01/08/2015 19:08

Troca de tiros na fronteira de MS causa crise entre Brasil e Paraguai

Thiago de Souza
Governo paraguaio pede explicações sobre a ação brasileira. (Foto: Cesar Galeano)Governo paraguaio pede explicações sobre a ação brasileira. (Foto: Cesar Galeano)

O Governo do Paraguai fez um protesto formal contra o Brasil, alegando invasão de soberania, após, uma suposta ação de militares brasileiros em território paraguaio, na altura da cidade brasileira de Mundo Novo, e da vizinha, Salto Del Guairá. De acordo com informações do jornal paraguaio ABC Color, houve troca de tiros entre militares brasileiros e contrabandistas, na Região de Puerto Tigre e Puerto Adela, em Salto Del Guairá. Ainda de acordo com o jornal do país vizinho, o governo paraguaio espera uma “resposta satisfatória e desculpas” das autoridades brasileiras. A atuação dos militares brasileiros está no âmbito da Operação Ágata 9.   

Nesta sexta-feira (31), o embaixador brasileiro em Assunção foi convocado à chancelaria paraguaia para ouvir as queixas do governo do país vizinho. Uma carta, com conteúdo semelhante, foi entregue pela embaixada paraguaia em Brasília ao Itamaraty.

De acordo com informações do Site César Galeano, Equipes do BPFron, Marinha, e Exército cercaram a região, havendo confronto com intenso tiroteio e apreensões de barcos. O presidente da República do Paraguay, Horacio Cartes, respondeu à ação brasileira, enviando tropas paraguayas à Salto del Guaira, para impedir novas entradas ilegais de militares brasileiros na área de fronteira. Porém, segundo o ABC Color, no dia seguinte, o confronto teria sido entre os militares dos dois países. Não há registro de feridos.

O governo do Paraguai classificou o episódio como um "grave ato contra a soberania paraguaia". "O Paraguai mantém uma estreita cooperação com o Brasil na luta contra as diversas formas de delinquência organizada, e espera que, baseado nos princípios de respeito recíproco e cooperação, atos dessa natureza não voltem a se repetir", diz a nota do governo do Paraguai entregue ao Brasil.

O Governo Brasileiro negou que as ações da Operação Ágata 9 tenham invadido o lado paraguaio, mas o embaixador do Brasil no Paraguai, José Eduardo Martins Felício disse que vai abrir inquérito para apurar os fatos.

Ágata 9 - A operação teve início no dia 22 de julho, e teve o objetivo de reprimir crimes transfonteiriços. Os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rondônia compreendem a Área de Operações Oeste, com cerca de 4,5 mil km de fronteira do Brasil com a Bolívia e o Paraguai.  

Cerca de 11 mil militares da Marinha, Exército e Força Aérea, em integração com aproximadamente 600 agentes das Polícia, Federal, Rodoviária Federal, Militar e Civil e de diversas agência governamentais, participaram da Operação.

Ibama, Receita Federal, Iagro, Defesa Civil, Funai, DOF, Anac, Grupo Especial de Fronteira do Mato Grosso e Anvisa, também fizeram parte das ações.

Foram empregadas 340 viaturas, 76 embarcações e 26 aeronaves das Forças Armadas. A Operação foi coordenada pelo Ministério da Defesa, por meio do EMCFA (Estado Maior Conjunto das Forças Armadas) e contou com a participação do Ministério da Justiça e da Fazenda.



Os paraguaio tão achando que eles tem poder de fogo contra o BRasil, o exercito paraguaio tem 16 mil homens e o exercito brasileiro tem 250 mil homens, fora tanques e avioes
 
wild em 01/08/2015 23:51:15
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