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De olho na TV

Emissora exagera em tratamento festivo?

Por Reinaldo Rosa | 21/10/2019 09:58

VITUPÉRIO – Atentos seguidores da cena televisiva local discordam do tratamento festivo que a TV Morena dá ao fato de a emissora ser representada no ‘JN’ no seus 50 anos. Imagem de Lucimar Lescano fica desgastada com tanto holofote sobre o fato, raciocinam.

CTRL C CTRL V - Autora Laura Mattos, colunista da Folha, lança nesta terça-feira o livro 'Herói Mutilado' onde narra jornada de Roque Santeiro na Globo e agruras com o controle dos militares. Leitura obrigatória; semelhanças com tempos atuais terá sido mera coincidência.

SEM IDEOLOGIA – Emissoras de rádio e televisão são indiretamente afetadas por ações do governo em cercear movimentos culturais. Caixa Econômica não aprova projetos culturais sem consultar redes sociais e verificar as ideias do proponente que solicita o financiamento. Que tal?

NOVA REPÚBLICA - Na segunda montagem de ‘Roque Santeiro’ pela rede Globo, sensores do governo Sarney vetaram menções a ‘Teologia da libertação’, movimento influenciado pelo marxismo. Sairam os militares e entraram os conservadores de então.

NUNCA MAIS? - A censura só foi desmontada com a constituição de 1988; oficiosamente serviu aos governos de plantão posteriormente. Governo Dilma tentou impor um tal de ‘controle da Mídia’. Jair Bolsonaro impõe cláusulas ‘de interesse da tradição da família’.

PARADOXO – Novelas televisivas, os tempos de chumbo ficaram ‘de bem’ com o Planalto Central porque absorveram intenções da esquerda e, simultaneamente, reforçam a integração nacional buscada pelos militares. Simples assim.

DIREITA VOLVER – Produções de TV independente movimenta economia para nova geração de produtores. ‘Brasil Paralelo’, na onda do fenômeno direitista tornou-se maior produtora de TV do segmento; 14 milhões de visualizações.

PONTE RS/SP – De Porto Alegre, onde surgiu, alçou voo para a capital paulista em suntuosa instalação. Seguidores da doutrina de Olavo de Carvalho e fãs de Eduardo Pondé a produtora de TV encontra resistências em contratações de atores e funcionários.

ESTRATÉGIAS – Incontável número de peças teatrais foi para os porões da ditadura e latas de lixo de censores. “Morte ao teatro e todo apoio à televisão”, determinava General Médici. Transformada em uma das maiores redes de TV do mundo, agora ganhou o apelido de ‘Globo lixo’. Difícil o convívio com o contraditório.

CAROS IMPOSTOS - Após 23 anos de rede Globo, Glenda Kozlowski usou as redes sociais para se despedir da emissora. A apresentadora é mais uma do quadro de funcionários que não aprovam novas condições de trabalho na base da Carteira Assinada.

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