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Em Pauta

25 de julho, hoje é o dia da “macarronada contra o fascismo”

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 25/07/2026 07:00
25 de julho, hoje é o dia da “macarronada contra o fascismo”

Em uma icônica cena do filme “Um americano em Roma”, do diretor Steno, o protagonista enfrenta um prato de macarrão e diz: “macarrão, você me provocou e agora vou comê-lo”. Afunda o garfo em uma travessa de pasta e cospe o pão com mostarda. “Isto é para o gato”, diz e submerge a cara na travessa de macarrão. É a pura imagem da italianidade. Como o macarrão tomou a vertente politica que hoje é comemorada em mais de 300 cidades italianas e muitas outras pelo mundo afora? Hoje é o dia da “pastaciutta antifascista”.


25 de julho, hoje é o dia da “macarronada contra o fascismo”

Sete filhos assassinados pelos fascistas por comemorar.

Entre 26 e 27 de julho de 1.943, a noticia da derrota do regime fascista começava a circular lentamente. Uma família de trabalhadores rurais da província de Reggio Emília, no noroeste da Itália, preparou quilos e mais quilos de macarrão. Colocou queijo e manteiga comprados a crédito em uma leiteria e levou a comida para uma praça publica. A ideia era comemorar com os vizinhos a queda da ditadura e o final da guerra. Alcide Cervi, o trabalhador festeiro, com seus sete filhos, fez a festa. Pouco meses depois, são todos assassinados pelos fascistas. Atualmente, Cervi é o nome de um importante instituto italiano.


25 de julho, hoje é o dia da “macarronada contra o fascismo”

Mussolini contra a macarronada.

O consumo de macarrão de um italiano comum é de 45 quilos anuais. Mussolini lança uma campanha em favor do consumo de arroz e chega a assinar uma lei proibindo a comilança de macarrão. Eles dizem que a culpa do pacifismo italiano é da macarronada, já que é difícil de digerir e pesado no estômago. Ofuscaria o pensamento racional. Apesar do empenho da ditadura fascista em favor do arroz, o consumo do macarrão não caiu. Mussolini pretendia criar um novo homem. Um homem guerreiro. Um homem que não comia macarronada. Não conseguiu.

 

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