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03/11/2019 08:25

A escola tradicional não se conecta com o cérebro

Mário Sérgio Lorenzetto
A escola tradicional não se conecta com o cérebro

Se há algo claro para Salman Khan é que não temos de limitar as crianças com nossa própria aprendizagem. Elas nasceram em outro tempo. Khan é matemático, engenheiro elétrico e em informática foi formado em Harvard e no MIT e espremeu seu cérebro para criar uma nova maneira de educar. Descobriu que a chave era buscar as conexões com outras áreas. Assim identificou a "grande falha" da escola tradicional: o conteúdo das aulas é dado fragmentado, em temas auto-conclusivos. Com todas as conexões cortadas.

A escola tradicional não se conecta com o cérebro

72 milhões de pessoas estudam com a plataforma de Khan.

Desde que criou, em 2009, a Academia Khan, uma plataforma online gratuita e sem publicidade (sem lucro), onde 72 milhões de pessoas de todo o mundo seguem alguma de suas 7.000 lições em vídeo, umas 100 horas de conteúdo que abarcam desde a aritmética até a Revolução Francesa. Seus modelos pedagógicos são muito diferentes pois montam conexões entre os temas e geram exercícios automaticamente. "É mais fácil entender uma ideia se puder relacioná-la com outra que já conhece", explica Khan. E dá um exemplo: a genética é estudada na biologia e no cálculo de probabilidade das matemáticas. As duas estão estreitamente relacionadas. Estudá-las separadamente, limitam a compreensão e dão uma imagem errônea de como funciona o universo.

A escola tradicional não se conecta com o cérebro

A capacidade de atenção de um aluno é de 10 a 18 minutos.

O diagnóstico dado por Khan é de que a humanidade está vivendo um ponto de inflexão que só ocorre a cada 1.000 anos. Isso fará que novos modelos educativos surjam sobre uma base científica: a primeira base é conhecer que a capacidade de atenção de um aluno varia entre 10 e 18 minutos, no entanto, as aulas continuam sendo de 50 ou 60 minutos. Por que estas descobertas científicas não são aplicadas nas escolas? questiona Khan. O sistema é tão burro e arcaico que costuma se manter na inércia, não querem trabalhar com novos dados científicos. Desejam que tudo continue como está. Quem ganha com isso? Certamente não são os alunos.

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