Augusto Cury faz a terra plana e a esquerdista tremerem
Demorou. Foram longos dez anos. Os adeptos da ideia de terra plana e das invasões de terras, monopolizaram os debates políticos. Assenhoraram-se das verdades e preconceitos. Eles, e somente eles, tinham voz e poder. Um tipo novo de ditadura. Dividida entre extremistas. Mas as placas tectônicas, indetectáveis, não pararam de se mexer, ainda que lentamente. Um terremoto se avizinha?
O “médico dos loucos”.
Augusto Cury é um médico psiquiatra famoso. Conhecido por seus livros, mais que pela prática médica. O povo começa a chamá-lo de “médico dos loucos”, apelido que expressa a vontade de curar a loucura que se abateu sobre o país nos últimos anos. Cura pelos votos e não pelos tarja pretas.
Nem de esquerda e nem de direita.
Cury expressa a vontade de uma enorme fatia dos eleitores. Aqueles que estão cansados da ditadura da direita e da esquerda. Vem criticando o que ele chama de “polarização da sociedade brasileira”. A insatisfação com os políticos profissionais. Ele diz que “o Brasil está dramaticamente doente, polarizado, radicalizado. Venderam uma ideia mentirosa que estamos em dois barcos. Estamos em um barco só. O barco se chama família brasileira. E 90% das dores não tem cor partidária. A violência, educação e desemprego não tem cor ideológica”.
Matar mulher não tem cor ideológica.
“Quando uma mulher é morta, essa dor não é de direita ou esquerda. Pessoas com autismo não são de direita ou esquerda. Quando o professor perdeu a autoridade e é refém dos alunos, não é dor de direita ou esquerda” diz Cury. Ainda é cedo para saber se ele conseguirá alcançar Flávio e Lula, mas é inegável que Cury está mexendo fortemente com as placas tectônicas da campanha eleitoral. Uma candidatura que expressa o cansaço, a fadiga que boa parte dos eleitores vem sofrendo… sem defensores, sem um “médico de loucos”.
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