Combater o medo de voar. A ciência nos aconselha
Nunca esquecerei meu primeiro ataque de ansiedade em um avião. Saindo de N.York, com destino a Anchorage, no Alaska, o voo passaria primeiro por Salt Lake. Esse primeiro trecho da longa viagem foi em um lombo de cavalo selvagem. Pulos altos. Nunca cessavam. Depois de milhares de horas de diversão em qualquer voo, o pânico me invadiu, meu coração acelerou, me faltava ar. Sabia que era uma crise de ansiedade. Tentei me distrair lendo um livro. Caminhei. A angústia me seguia a cada passo. Com o passar do tempo, cedeu. A respiração pausada e controlada me devolveu a razão. Sabia que a cada um milhão de voos, apenas um se acidenta.
A ciência explica a aerofobia.
O medo é um mecanismo de sobrevivência, todos sabem. Ele pode sequestrar nossa amídala cerebral, torná-la hiperativa. É assim que o cérebro entra em um modo primitivo e a razão perde força. O temor pode nos levar à ignorância, gerando um estouro que incrementa a ansiedade. Esse é o medo de voar, explicado pela ciência. O numero daqueles que sentiram a aerofobia é elevado, nada menos de 40% dos humanos passaram por ela.
Os conselhos da ciência.
Cuidar da respiração, é a primeira tarefa a ser cumprida. Não chegar correndo no aeroporto, deixando para resolver problemas na ultima hora e respirando rápido. É assim que costuma aparecer a aerofobia. O sistema nevoso está no modo “ameaça”. Um bom livro, almofada cômoda, músicas favoritas, reduzem a respiração.
Respiração comanda o sistema nervoso.
Inalar pelo nariz em quatro segundos - manter o ar durante quatro segundos e exalar lentamente durante outros quatro segundos, também pelo nariz. Repita esse exercício prévio ao voo e não permita que os nervos se descontrolem. Se atravessa um ataque de ansiedade, não adianta tentar convencer a mente de que tudo está tranquilo. Respire corretamente. Em episódios mais intensos de ansiedade, introduza no exercício pequenas apneias de um, dois ou três segundos depois de exalar o ar. Apneias sempre suaves e sem tensão. Não se trata de aguentar muito, sim de cortar a hiperventilação. Em poucos minutos, tenha certeza, o corpo começa a estabilizar-se, o ritmo do coração baixa e a mente recupera a claridade.
Meditação e outros truques.
Quando o corpo se regula, o medo perde intensidade. Outro truque muito eficaz é a meditação, mas é um tanto mais difícil. Há, ainda, o exercício de imaginação. Visualizar situações, criar na mente cenas mentais agradáveis, mas nem sempre funciona adequadamente. Alimentação leve, tomar água e documentos em perfeita ordem são essenciais.
Os artigos publicados com assinatura não traduzem necessariamente a opinião do portal. A publicação tem como propósito estimular o debate e provocar a reflexão sobre os problemas brasileiros.






