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05/10/2018 08:40

Criam micróbios como se fossem gado

Mário Sérgio Lorenzetto
Criam micróbios como se fossem gado

Imaginem um curral cheio de micróbios. O intuito é domesticá-los. Se a vaca nos dá carne e leite, um micróbio pode nos oferecer proteínas. Moléculas que não existem na natureza para resolver muitos problemas da humanidade. Essas proteínas serão usadas na produção de novas fontes de combustíveis. Só? Não, tem mais. Muito mais. Serão usadas na produção de novos medicamentos, no combate ao diabete e ao câncer metastático, eliminar compostos tóxicos que jogamos na natureza. A lista é imensa. O nome de façanha genial é "Evolução dirigida de micróbios". Essa revolução comprime o processo da evolução que duraria milhares de milhões de anos em dias ou semanas.

A outra façanha foi criar uma biblioteca de gens. Ou melhor uma "genoteca". Milhares de milhões de anticorpos passam a ser reconhecidos facilmente e são classificados de acordo com o interesse terapêutico. Foi dessa maneira que criaram "Adalimumab", que neutraliza a proteína TNF-alfa, causadora da inflamação das enfermidades auto-imunes, o mais avançado medicamento contra a artrite reumatoide.

O Premio Nobel foi dedicado aos cientistas que trabalharam para essas maravilhosas invenções.
Frances Arnold, uma mulher norte americana, George Smith Gregory Winter permitiram que a humanidade dê um passo tão importante como foi a primeira criação de gado na Mesopotâmia há 10.000 mil.

Criam micróbios como se fossem gado

Brevíssima história da primeira criação de gado.

A Mesopotâmia, região compreendida entre os rios Tigre e Eufrates, nos atuais Iraque e Kuwait, representa uma área de 36.000 quilômetros quadrados. Pobre em recursos naturais, não têm minérios, nem pedras e nem madeira. Todos esses materiais, tão básicos, eram importados.
Na parte norte - denominada Assíria - as chuvas eram regulares. No sul, os verões são quentes e secos e a primavera costuma trazer enchentes.

Em 8.000 a.C., os primeiros criadores de animais estabeleceram-se em Ali Kosh, ao norte da confluência entre o Tigre e o Eufrates. Com o passar do tempo, Ali Kosh se tornou uma pequena cidade, com ruas largas e casas retangulares. A população vivia da criação de cabras e carneiros. Os sumérios, um povo caucasiano de pele escura dominavam essa região. Acreditavam que o primeiro homem foi moldado em barro e ganhou a vida com o sopro de Deus com o objetivo de servir a seu criador.

Os sumérios criaram as cidades de Ur, Uruk, Eridu, Lagash e Nipur. Eram governados por líderes político-religiosos chamados "patesi".

Em Uruk haviam estabelecimentos que concediam empréstimos para os agricultores. Garantidos pela hipoteca da própria casa, de animais, animais de criação e até de crianças. O juro era "bem brasileiro", elevado, de no mínimo 20% ao ano. Quem não tinha terras, podia arrendar pagando dois terços da colheita para o proprietário. Devemos aos sumérios a iniciativa de desenvolver uma agricultura mais produtiva, que buscou o acesso aos dois grandes rios da região, através de uma canalização bastante avançada.

Também foram eles que formaram as primeiras pastagens para a criação de bois e vacas. Desviando as águas principalmente do Eufrates, construíram canais de irrigação que tornou possível o cultivo de cereais nas áreas desérticas, transformando-as em terras de grande fertilidade. colhiam cevada, trigo e centeio.

Na irrigação, usavam rodas de água por um sistema de compartimentos que levantava a água do rio para as plantações. Essas rodas eram movimentadas por cavalos, jumentos ou bois. As colheitas eram fartas e havia sobra de cereais. Com a fartura, começaram a alimentar o gado com cereais, promovendo uma verdadeira explosão de consumo da carne. Também foram eles que em 4.000 a.C inventaram o arado de cobre tracionados por juntas de bois. Os maiores criadores de gado moravam em amplas residências com uma infraestrutura semelhante à das cidades. Parte impostante desses fazendeiros era constituída por religiosos. Só o templo de Eanna era proprietário de cerca de 5.000 bovinos.

Criam micróbios como se fossem gado

Caminhoneiros, uma profissão em vias de desaparecer.

Há dois anos, pela primeira vez um caminhão sem motorista fez uma entrega nos Estados Unidos. Desde então, os testes se multiplicaram, abrindo caminho para um mundo em que as mercadorias se deslocarão sem a intervenção humana. Os caminhoneiros mais informados oscilam entre o pânico, a negação e a incredulidade.

Segundo um relatório do Morgan Stanley, os caminhoneiros que trabalham em portos, serão os primeiros a serem substituídos por veículos sem motoristas. Depois, entre 2020 e 2025, virão os caminhões autônomos de nível 4, capazes de se guiarem sozinhos, mas em áreas previamente mapeadas e com uma pessoa a bordo para o caso de aparecerem problemas. Os veículos completamente autônomos, de nível 5, sem ninguém na cabine, estarão nas estradas entre 2028 e 2030. O caminho será: primeiro em portos, depois nas estradas e, finalmente, nas ruas e estradas. O Morgan Stanley estima em US$168 bilhões anuais a economia que os proprietários de empresas de caminhões terão só nos Estados Unidos. A conta é feita com a economia da demissão dos caminhoneiros humanos, a economia em combustível, ganhos em produtividade e acidentes evitados. E essa é a "pior" conta. Todos os demais analistas estão com previsões de economia bem superiores à do Morgan.

Em outubro de 2016, a empresa Otto, adquirida pela Uber, anunciou ter realizado com sucesso a primeira entrega comercial sem motorista. Foram caixas de cerveja da Budweiser, em um trajeto de 193 quilômetros. Ao lado da Uber, da Google e da Tesla, outras cinco empresas competem para aperfeiçoar o primeiro sistema confiável de caminhão sem motorista. As entrevistas que concedem seus administradores são encorajadoras. "Tecnicamente, estamos quase prontos" ou "Tivemos um progresso formidável nos últimos três anos". O fato é que no mundo dos que comandam o capitalismo, não há uma só voz dissonante, todos estão embarcados na boléia do caminhão sem motorista. Há, pelo menos, um argumento cabal, dizem aqueles que constroem esse caminhão:

"No início haverá desconfiança, mas ela logo se transformará em confiança cega. Os seres humanos não são muito bons em realizar tarefas repetitivas durante um dia inteiro, como dirigir dez horas seguidas em linha reta. Os computadores são muito melhores nisso". Entre dois a cinco anos, os caminhoneiros serão assistentes de robô. Depois,...



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