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Em Pauta

O homem que tateava traseiros de animais, descobriu os micróbios

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 06/05/2026 07:00
O homem que tateava traseiros de animais, descobriu os micróbios

Temos uma certa tendência a esquecer de que antes de se tornar um cientista de renome planetário, Louis Pasteur passou uma grande parte de sua vida tateando o traseiro de animais. Originário de uma área rural francesa, Pasteur havia notado que, de acordo com a temperatura do ânus dos animais de fazenda - vacas, bezerros, cães e galinhas - doenças como o carbúnculo se desenvolviam ou não. A temperatura do corpo, portanto, podia favorecer o desenvolvimento de elementos invisíveis ao olho humano e desconhecidos na época, responsáveis por várias doenças. Esse foi o inicio da caminhada de Pasteur até chegar à comprovação da existência dos micróbios.


O homem que tateava traseiros de animais, descobriu os micróbios

Estudante medíocre e pintor mediano.

Pasteur não foi um aluno especialmente aplicado ou brilhante na escola e nem mesmo na universidade. Quando era jovem tinha um gosto especial pela pintura e fez diversos telas de sua família. Aos dezenove anos abandonou a pintura para se dedicar à carreira científica. E cursou um doutorado em física e química em Paris. Também estudou biologia com afinco. Pasteur, era portanto, químico, físico e biólogo.


O homem que tateava traseiros de animais, descobriu os micróbios

Tomate e repolho nele!

Era 30 de abril de 1.878. Naquele dia, Pasteur devia tomar a palavra diante de uma multidão de médicos, reunidos no anfiteatro da Academia de Medicina. O que o esperava não era um mar de rosas, pelo contrário, tinham escondidos tomates e repolhos para nele lançar. A imensa maioria era hostil a ele e não suportava suas teorias. Tudo isso só porque Pasteur não era médico, era apenas químico. E os “doutores” não aceitavam que um “estranho” discursasse no “seu” anfiteatro. E ainda por cima, lhes dar lições de limpeza. Hoje, nos parece muito estranho, até repugnante, mas os médicos de então não aceitavam a ideia de Pasteur de que precisavam limpar suas mãos, instrumentos e panos durante as cirurgias.


O homem que tateava traseiros de animais, descobriu os micróbios

Salvou um menino e quase foi para a cadeia.

Pasteur passou a usar microscópios para investigar os micróbios terminando por descobrir vacinas. A mais importante foi a antirábica. Utilizou-a com sucesso para tratar Joseph Meister, um garoto de nove anos que fora mordido por um cão com raiva. Por treze dias seguidos, Pasteur administrou a vacina no menino. Meister nunca contraiu a raiva, mas a raiva dos médicos cresceu exponencialmente. Por pouco, Pasteur não foi processado e condenado pela prática de medicina ilegal. Tenho enorme admiração pela vida desse francês. Ainda criança, o primeiro livro que li foi sobre sua vida. Ele foi um grande enciclopedista, um curioso de tudo que acontece no mundo.

 

Os artigos publicados com assinatura não traduzem necessariamente a opinião do portal. A publicação tem como propósito estimular o debate e provocar a reflexão sobre os problemas brasileiros.