O herói de Paranaíba matou a cobra e, ao mesmo tempo, atirou na onça
Era o dia 7 de julho de 1.867. A vila de Parnaíba era paupérrima, descreve o visconde de Taunay, quando voltava da Guerra do Paraguai. O que lhe chamara a atenção fora o extenso laranjal. No meio dessas árvores, construíram as casas de sapé e a igreja.
A casa do major Taques.
Um enorme sobrado na rua principal de Paranaíba era a casa do major Martinho de Melo Taques. Taunay o descreve como de “pequeno porte, gordo e avermelhado, o “tutu” da região”. Consta na história que esse gaúcho enfrentou ordens de prisão e processos administrativos por não entregar verbas públicas. Era o “manda chuva” da localidade, conforme palavras de Taunay. Sempre de chinelos, era uma pessoa loquaz e com tendência a exagerar. Em seu sobrado reuniam-se toda a gente da vila: o vigário, o delegado e os desocupados também.
A famosa “estória” de Taques..
“O senhor Martinho Taques estava a enfrentar uma onça, cuja cauda em reviravoltas denunciava a intenção de ataque. Ele fixava a pontaria, quando sentiu o bater forte de algo estranho a seus pés. Olhou rápido de soslaio e viu uma enorme cobra dando botes seguidos em suas botas. Não teve dúvidas, pisou fortemente na cobra amassando-a enquanto atirava na onça matando-a”.
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