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Em Pauta

Vinho de buriti era o predileto dos caboclos no passado

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 12/04/2026 07:36
Vinho de buriti era o predileto dos caboclos no passado
No passado distante, o que bebiam os trabalhadores nas fazendas do Mato Grosso do Sul? Sem dúvida, havia boa quantidade de cachaça. Grande quantidade de pequenos alambiques foram construídos em dezenas de fazendas. Mas essa não era a bebida predileta. O vinho de buriti era o mais desejado.


Vinho de buriti era o predileto dos caboclos no passado
O oásis do sertão.

Cavalgar ou andar a pé pelos nossos sertões era uma tarefa extremamente cansativa. O calor excessivo e o mato fechado dificultava qualquer viagem, ainda que curta. Os buritis formavam oásis em cuja sombra se mantinha um clima ameno e onde sempre havia água. Onde tinha buriti, era obrigatório, havia água. Só o buritizal se mantinha como protetor nos meses de dezembro e janeiro, quando o calor tremendo fazia murchar as folhas do mato.


Vinho de buriti era o predileto dos caboclos no passado
O vinho do coco de buriti.

Os frutos do buriti são grandes. Apresentam-se em cachos com cocos ovalados recobertos de escamas de cor amarela queimada. Possuem uma castanha no interior de sabor apreciável para os caboclos do passado. Elas tem sabor adocicado e dela extraiam um vinho que entendiam como nutritivo e curativo. Esses cocos eram disputados com as araras.


Vinho de buriti era o predileto dos caboclos no passado
A madeira boa para tudo.

Dentre outras utilidades do buriti, apreciadas pelos caboclos, estava sua madeira. Era utilizada na construção de casas, mangueiros, cercas, pocilgas, cochos e bicas de água. Com as fibras faziam cordas. Com as palhas, cobriam as casas e galpões, além dos chapéus. Os buritis eram o adorno do nosso sertão. Entre Coxim e Rio Negro, existiram imensos buritizais. Estranhamente, com mesmo tipo de solo e clima, a região de Miranda e Nioaque era pobre dessas palmeiras. Coisa magnifica, verdadeira maravilha, a mais bela palmeira brasileira, desapareceu…

 

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