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    Emanuel Steffen - www.mayel.com.br


16/11/2016 08:41

Todo dia vivo (e com saúde) é um dia bom! Aproveite!

Por Emanuel Gutierrez Steffen (*)

Falamos muito em dias bons e dias ruins. Ficamos tentando quantificar nosso grau de satisfação com a vida, como se isso fosse de fato algo mensurável. Achamos muito mais coisas para reclamar do que para ser grato quando, de fato, a resposta deveria ser mais simples. Todo dia com vida e com saúde para aproveitá-la é um bom dia. Ponto. O resto é resto. Quanta gente queria ter privilégio de poder andar, ou mesmo respirar sem dificuldades? E você aí reclamando que o Honda Civic é muito caro no Brasil.

Caro é a conta do hospital! - Recentemente escrevi um texto sobre o que é “caro e barato“. Claro, era uma abordagem puramente financeira, mercadológica e emocional. Mas pensando bem, nada é de fato, caro! Explico: eu me pego reclamando que tive que gastar R$ 600,00 na revisão do carro, ou R$ 200,00 para limpar o ar condicionado da sala e por aí vai. Às vezes fico enfurecido por ter que gastar tanto com coisas assim. É tudo caro, quanto dinheiro no ralo!

Bom, antes eu deveria me sentir privilegiado por ter um carro e, depois, por ter dinheiro para sustentá-lo. Mais sortudo ainda por ter ar condicionado na minha sala, um verdadeiro luxo. No entanto, além de eu não parar para pensar em minha sorte, ainda acho espaço para reclamar. Hoje não! Hoje cheguei à conclusão de que nada disso é caro. Mesmo que não se tenha o dinheiro, nada é caro pra valer. Caro mesmo é aquilo que, além do dinheiro, traz um custo emocional irreparável. Caro mesmo é conta de hospital! No sentido lato e no sentido figurado. Além da saúde ser financeiramente algo muito caro. O custo emocional de se estar, ou se ter alguém preso à uma cama de hospital é tão alto que a dívida é impagável.

Dinheiro é só uma parte - Feliz daquele que tem algo para vender, já dizia meu falecido sogro. Acho que na maioria das vezes esquecemos o quão miserável a vida pode ser. O apego ao dinheiro, acredite, por ser um passo decisivo para perdê-lo. Se dinheiro não leva desaforo, ele também não gosta de bajuladores. Já falei isso outra vez: o dinheiro deve te servir, e não o contrário. Tenha atenção ao dinheiro, para que ele não falte. Mas não o coloque acima do amor e da família. Não deixe que um gasto inesperado estrague seu fim de semana. Pense novamente: eu poderia estar gastando muito mais com remédios e internações.

Exagero? Não, apenas a realidade! - O papo parece fúnebre demais, não é? Mas a vida é assim: rápida e inesperada. Então por que gastar energia com besteira? Não se engane, você não é imortal e o dinheiro não dura para sempre. Talvez seja hora de rever a maneira como você encara seus problemas. Será que você não está desperdiçando muita energia com coisas que não valem a pena? E esse estresse todo não vai acabar lhe trazendo um problema real de saúde?

Conclusão - Não há dúvida de que nossas finanças são parte integrante de nossas vidas. E que, como tudo, devem ser tratadas com carinho e atenção. Mas, no fim, o dinheiro é apenas uma ferramenta e não um fim – muito menos deve se tornar obsessão, onde todas as relações pessoais são mercantilizadas, de forma a se “dar preço a tudo”: filhos, casamento. Fico consternado cada vez que escuto que “filho é caro”. Que o preço da escola é um absurdo, que a vacina de meningite custa uma fortuna… caro mesmo é perder um filho para uma doença, existindo vacina. Então, que venham mil manutenções, multas ou qualquer bobagem dessas, se isso for para me livrar de algo realmente ruim, que é ter uma pessoa que amo lutando pela vida em uma cama hospitalar. Que assim seja. Jamais se esqueça do que realmente tem valor na vida. Para todo o resto, existe o dinheiro. Um abraço e até breve!


Fonte: Renato de Vuono/Dinheirama.com

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(*) Emanuel Gutierrez Steffen é criador do portal www.mayel.com.br

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