Praia no MS e novas atrações: Eco Park amplia lazer na Capital
Parque prepara novas atrações, restaurante e expansão com referências à cultura de Mato Grosso do Sul

Durante muito tempo, quem queria passar o dia em um parque aquático ou em um resort, brincar em grandes atrações ou até colocar o pé na areia precisava pegar a estrada e sair de Campo Grande. Aos poucos, o Eco Park Campo Grande ajudou a mudar essa lógica. A piscina de ondas virou “praia” em plena Capital, novos brinquedos chegaram e o lugar passou a fazer parte do programa de fim de semana de muitas famílias.
No aniversário de 127 anos de Campo Grande, celebrado nesta quarta-feira (26), o empresário Cícero Ávila olha para essa transformação como parte de algo maior. À frente do Eco Park, ele prepara uma nova fase de expansão, com restaurante, novos brinquedos, revitalização das áreas mais antigas e investimentos que pretendem aproximar ainda mais o parque dos grandes complexos aquáticos brasileiros.
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Mas existe uma condição nessa corrida para crescer: nos ancorarmos cada vez mais na força e no valor da cultura sul-mato-grossense.
“Isso aqui é Mato Grosso do Sul, é o nosso orgulho”, resume Cícero.
É dessa ideia que parte o novo momento do Eco Park. O empresário explica que o parque passou por um trabalho de planejamento para entender o que poderia diferenciá-lo de outros empreendimentos do gênero no País. Afinal, brinquedos podem ser comprados das mesmas fabricantes e grandes estruturas podem ser reproduzidas em diferentes cidades.
A resposta encontrada foi olhar para dentro e descobrir que é o jeito sul-mato-grossense de desfrutar a vida e construir relacionamentos que mais encanta.
Isso deve aparecer cada vez mais na gastronomia, na arquitetura, no paisagismo e nos detalhes do parque. O novo restaurante, por exemplo, terá referências da cultura regional, incluindo elementos inspirados em grafismos indígenas, em um projeto assinado pelo arquiteto de Brasília, Thalisson Mesquita, especialista em parques aquáticos, temáticos e resorts.
Já o paisagismo do parque será assinado pela arquiteta e paisagista Anelise da Riva, responsável por traduzir a identidade regional também nos espaços ao ar livre. A intenção é que alguém de fora reconheça onde está e, principalmente, que quem nasceu ou vive aqui tenha aquela sensação imediata de pertencimento.
“A gente quer construir um grande empreendimento, aliás, já estamos construindo um grande empreendimento que tem uma visão ampla para estar entre os grandes brasileiros, mas, ao mesmo tempo, é algo que vai ser desenvolvido considerando a essência dos valores, dos costumes do nosso povo.”

Um parque em obras
Quem visitar o Eco Park Campo Grande nos próximos meses vai encontrar sinais claros dessa transformação. Uma das principais obras é justamente o novo restaurante, que deve ficar pronto até dezembro.
Também está prevista a pavimentação e drenagem do estacionamento, em um investimento estimado por Cícero em R$ 3,5 milhões. A entrada ganhará uma nova estrutura de receptivo e áreas antigas do parque passarão por revitalização.
As piscinas mais antigas serão reformadas, enquanto um novo projeto de paisagismo pretende deixar o espaço mais integrado e com vegetação mais exuberante.
Novos brinquedos
Só que a parte que provavelmente mais desperta curiosidade está nos brinquedos. O Eco Park já comprou o Vulcano, nova atração radical prevista para chegar em dezembro. Mas ele é apenas uma parte do pacote planejado para os próximos anos.

Entre os projetos estão uma montanha-russa aquática, o Racer, o Maverick e uma atração interativa pensada para que adultos e crianças possam brincar juntos. Segundo Cícero, o pacote de cinco brinquedos representa investimento na casa dos R$ 16 milhões.
“Pra lá que nós vamos”, diz o empresário ao falar sobre o objetivo de colocar o parque entre os grandes do Brasil.
A ambição também aparece nos números apresentados por ele. Segundo Cícero, o Eco Park recebeu 202 mil visitantes no ano passado. A comparação que ele faz é com dois dos principais destinos turísticos do Estado: o Bioparque Pantanal, em Campo Grande, e Bonito.
Longe de disputar público, leitura do empresário é de que o número mostra que um parque aquático privado também pode ajudar a movimentar o turismo da Capital.
“Nós nos posicionamos hoje para estar entre os grandes destinos de Campo Grande a serem visitados.”

Um pedacinho de Bonito na Capital
Outra mudança prevista é justamente inspirada em um dos maiores orgulhos de Mato Grosso do Sul.
O antigo espaço dos pedalinhos deve ganhar uma experiência de mergulho e flutuação entre peixes. A ideia é aproveitar o lago para criar uma espécie de homenagem a Bonito dentro de Campo Grande.
“Se nós vivemos um jeito sul-mato-grossense, a gente quer trazer um pedacinho do que seria Bonito pra Campo Grande.”
Também está nos planos uma expansão física. O grupo adquiriu um terreno ao lado do parque e estuda levar para essa área o futuro resort, que ainda passa pelo processo de aprovação. Com isso, a região onde funcionava o pesqueiro poderá ser incorporada à ampliação do próprio parque aquático.
Para Cícero, investir mesmo diante de cenários econômicos difíceis virou parte da história do negócio. Um dos momentos decisivos veio justamente durante a pandemia.
Enquanto as atividades de lazer estavam suspensas, ele decidiu continuar construindo. Em 2020, foram feitas obras e adquiridos novos equipamentos. Quando o parque pôde reabrir, em 2021, encontrou um público diferente e começou a assumir de vez a identidade de parque aquático.
A experiência ajudou a formar a maneira como o empresário administra o negócio hoje.
“Quem fica com medo não cresce, não avança, porque ele fica ao sabor das ondas.”
Fazer o campo-grandense olhar para o que é seu
Por trás de tantos milhões, brinquedos e projetos, Cícero insiste que o objetivo não é apenas fazer um parque maior. É fazer com que Campo Grande também seja lembrada como cidade onde há o que fazer.
A velha frase de que “Campo Grande não tem nada” incomoda justamente porque, na visão dele, a cidade ganhou opções e ainda precisa aprender a reconhecê-las como parte de sua própria identidade.
O desejo é simples de explicar: quando alguém receber um parente ou amigo de fora e pensar nos lugares que precisa apresentar em Campo Grande, o Eco Park quer estar entre os primeiros nomes lembrados.
É uma mudança que não acontece apenas com propaganda. Depende de criar memória afetiva. Do filho que aprende a nadar ali, da família que passa o domingo junta, de quem entra numa piscina de ondas pela primeira vez ou simplesmente descobre que não precisa dirigir centenas de quilômetros para ter um dia diferente.
“Essa é a grande contribuição que o Eco Park quer deixar como legado para a Capital em seus 127 anos: ser o indutor do desenvolvimento do turismo de Mato Grosso do Sul.”
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