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AGOSTO, QUARTA  26    CAMPO GRANDE 24º

Comportamento

Rebeca faz aniversário com Campo Grande e vive a Capital como turista

Mesmo morando longe, psicóloga diz ter orgulho da cidade e destaca que nasceu aqui

Por Natália Olliver | 26/08/2026 07:56
Rebeca faz aniversário com Campo Grande e vive a Capital como turista
Rebeca Figueiredo vive a cidade como se fosse turista (Foto: Arquivo pessoal)

Rebeca Figueiredo faz aniversário no mesmo dia da Capital Morena, 26 de agosto. O amor pela cidade é tão grande que ela não deixa passar nenhuma novidade e defende o lugar onde nasceu com unhas e dentes. A psicóloga organizacional age como se fosse turista na própria cidade. Mesmo que o cenário não seja uma surpresa, ela tira fotos nos lugares famosos da cidade como se não fosse campo-grandense.

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Rebeca Figueiredo, psicóloga organizacional, nasceu no mesmo dia de Campo Grande, 26 de agosto, e mantém forte ligação com a capital sul-mato-grossense mesmo morando em Fortaleza. Após períodos em Búzios e na própria cidade, ela retorna frequentemente para fotografar pontos turísticos e divulgar a terra nas redes sociais. A família guarda objetos históricos, incluindo jornais da criação de Mato Grosso do Sul.

Ela morou em Campo Grande até 2022 e depois, passou um ano em Búzios, no Rio de Janeiro. Nem a praia foi capaz de apagar a saudade que sentia daqui. Pelo contrário, só aumentou.

"Para mim, é casa. É onde estão minhas raízes, minhas histórias, minhas conquistas e as pessoas que fazem parte da minha vida. É uma cidade que, assim como eu, cresceu, mudou e foi se desenvolvendo ao longo dos anos. E existe uma coincidência que torna essa relação ainda mais especial: enquanto a cidade comemora seus anos, eu também comemoro os meus. Tenho muito orgulho de ser campo-grandense e, de alguma forma, da história dessa cidade".

Rebeca faz aniversário com Campo Grande e vive a Capital como turista
Rebeca faz aniversário com Campo Grande e vive a Capital como turista
Apaixonada por Campo Grande ele coleciona fotos em pontos turísticos (Foto: Arquivo pessoal)

Foi longe daqui que ela percebeu o quanto gostava de casa. Hoje, morando em Fortaleza (CE), Rebeca aproveita cada retorno para rever lugares, fotografar o céu, procurar as araras, coisa de que mais sente falta, e redescobrir a cidade com outros olhos. “Fiquei um ano em Búzios. Senti falta da minha terra e voltei para Campo Grande em 2023”, conta.

Ela permaneceu na Capital durante 2023 e 2024. Depois, uma nova mudança entrou no caminho. O marido montou uma agência de viagens física em Fortaleza, no Ceará, e o casal passou a viver no Nordeste.

Faz pouco mais de um ano que Rebeca está por lá, mas a distância não diminuiu a frequência com que pensa em Campo Grande. Neste ano, ela já voltou 2 vezes, uma em maio e outra em julho. Nas visitas, coisas que antes faziam parte da rotina ganharam outro valor.

Rebeca faz aniversário com Campo Grande e vive a Capital como turista
Rebeca faz aniversário com Campo Grande e vive a Capital como turista
Última vontade "louca" foi tirar foto na Rua 14 de Julho (Foto: Arquivo pessoal)

Até uma fotografia na Rua 14 de Julho entrou para a lista de desejos. Rebeca conta que queria há tempos fazer um registro no local e ficou feliz quando surgiu a oportunidade. O amor pela cidade também aparece nas redes sociais. Rebeca se define, entre risadas, como “muito bairrista” e diz que faz questão de publicar conteúdos sobre Campo Grande e Mato Grosso do Sul.

Mesmo morando em outro Estado e trabalhando de forma remota para o Rio de Janeiro e São Paulo, ela tenta apresentar sua terra para pessoas de diferentes lugares. “Eu sempre fico postando porque tenho muito orgulho. Quero que as pessoas que conheço, que são de fora do Estado e do país, conheçam minha terra tão linda e rica”, afirma.

A ligação com Mato Grosso do Sul também está guardada dentro de casa. Na residência da mãe, Rebeca encontrou objetos e documentos antigos que atravessam gerações da família. Entre eles está uma cadeira que pertenceu ao seu tataravô. Rebeca chegou a pensar em colocar a peça em um museu.

A família também guarda objetos antigos de ferro ligados à vida no campo, uma máquina fotográfica de época e jornais históricos. Alguns dos exemplares registram o período da divisão de Mato Grosso e da criação de Mato Grosso do Sul. Ao reencontrar os jornais, Rebeca fez questão de fotografá-los para manter aqueles registros mais perto, mesmo vivendo longe.

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