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Direto das Ruas

Família vê paciente “criar raízes” em posto de saúde após 15 dias de internação

Carlos foi internado com tumores no fígado e só conseguiu transferência para hospital nesta sexta-feira (14)

Por Aletheya Alves | 14/05/2021 18:15
Carlos Daniel Gonçalves está internado no CRS Tiradentes há 15 dias. (Foto: Arquivo pessoal)
Carlos Daniel Gonçalves está internado no CRS Tiradentes há 15 dias. (Foto: Arquivo pessoal)

“Eu não quero que meu pai morra lá dentro”. A frase de Lilian Antunes Gonçalves é resultado de duas semanas sem respostas pela transferência de Carlos Daniel Gonçalves para um hospital, após 15 dias de espera. Internado no CRS (Centro Regional de Saúde) do Tiradentes, o homem aguardou ao lado de outra paciente, que está no local há 7 dias, por novidades.

No dia 29 de abril, quando Carlos, de 47 anos, deu entrada no CRS. Desde então, Lilian tem se mantido às portas da unidade. “Ele teve tumores no rim e derrame pleural. Até antes de ontem ele estava comendo, falando, mas agora vem piorando. Já estava com dor de cabeça e febre, mas hoje intubaram ele”, explica.

Sem saber exatamente como tem sido a evolução do quadro, a filha relata que a angústia durante os últimos dias aumentaram. “A gente só quer uma vaga para ele, não dá para ficar aí. Ele precisa ir para um hospital urgente”, diz.

Nesta sexta-feira (14), depois de questionamentos do Campo Grande News, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) enviou nota garantindo que os dois em questão serão transferidos.

Daiane Ferreira, de 31 anos, com o filho de um mês no colo em frente ao CRS Tiradentes. (Foto: Aletheya Alves)
Daiane Ferreira, de 31 anos, com o filho de um mês no colo em frente ao CRS Tiradentes. (Foto: Aletheya Alves)

Com o filho de um mês no colo, a esposa de Carlos, Daiane Ferreira, de 31 anos, conta que o marido nunca havia sido internado. “Ele tinha uma saúde boa, mas foi piorando antes de ser internado. Eu não quero perder ele, é o pai dos meus filhos”.

Dividindo paredes com Carlos, Arcenia Ferreira da Silva, de 51 anos, também tem passado pela espera dolorosa. De acordo com a filha, Bruna da Silva Valiente, de 29 anos, a mãe teve um AVC (acidente vascular cerebral) e está internada na unidade há sete dias.

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Eu sei que o máximo recomendado a ficar aqui é por 5 dias. Minha mãe precisa ir para um hospital e passar por especialistas, não tem como continuar assim, Bruna diz.

Em nota, a Sesau relatou que Carlos será transferido em vaga zero ao Hospital Regional de Campo Grande, enquanto Arcenia irá para a Santa Casa. Sobre a demora para transferência, a Secretaria informou que o tempo demora envolve vários fatores, como avaliação do quadro clínico, necessidade do paciente e disponibilidade de leitos.

Especificamente sobre o quadro de Carlos, a Sesau explicou que o paciente possuía quadro clínico estável e, até então, não havia critério de encaminhamento hospitalar. Assim, o pedido foi feito hoje, a partir de alteração no quadro.

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