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Direto das Ruas

Moradores vivem há 10 anos com lixo e escorpiões de áreas abandonadas

No Santa Emília, vizinhança diz ter acionado a prefeitura diversas vezes sem retorno

Por Ketlen Gomes | 03/06/2026 17:33

Moradores do Bairro Santa Emília reclamam do abandono de dois terrenos localizados na Rua Capitão Francisco Holanda Moura, situação que, segundo a vizinhança, se arrasta há cerca de uma década e tem provocado o aparecimento de escorpiões, ratos e descarte irregular de lixo.

RESUMO

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Moradores do Bairro Santa Emília, em Campo Grande, reclamam do abandono de dois terrenos próximos à Rua Capitão Francisco Holanda Moura há cerca de dez anos. Os locais, tomados pelo mato, acumulam lixo e animais mortos, atraindo escorpiões e ratos. Há relatos de casos de dengue na região. A Prefeitura foi procurada, mas não se manifestou até a publicação.

A dona de casa Elisama Farias, de 43 anos, afirma que as áreas estariam vinculadas a contratos de comodato e que permaneceram sem ocupação após a saída dos antigos responsáveis pelos locais. Conforme o relato, um dos terrenos teria sido utilizado por uma igreja e o outro por um morador que mantinha uma horta.

Segundo ela, o espaço ligado à igreja está desocupado há aproximadamente dez anos. Já o outro terreno teria sido parcialmente abandonado após a morte do responsável pela horta, há cerca de oito anos. Apesar da existência de algumas pequenas construções em parte da área, a maior parte dos dois terrenos permanece tomada pelo mato alto.

Além da vegetação, a moradora relata que os locais têm sido utilizados para descarte de resíduos, incluindo animais mortos, o que provoca mau cheiro frequente na região.

"Principalmente na casa da minha filha, que fica mais em frente ainda, muito escorpião aparece, bastante rato, invade a casa da gente. Por mais que ela limpe, por mais que ela cuide, sempre aparece", afirma.

A moradora também diz que vizinhos da região já registraram reclamações junto ao poder público, mas que o problema persiste. Ela afirma ainda que houve casos de dengue entre moradores que vivem nas proximidades dos terrenos.

"É transtorno porque a casa da gente é muito próxima e é sempre um transtorno, e sempre que a gente vai procurar, nunca tem solução. Um, que era do senhor, ninguém fala nada, e no que é da igreja falam que é da igreja e fica por isso mesmo", relata.

Os dois espaços ocupam áreas equivalentes a uma quadra cada, segundo os relatos da vizinhança. Os moradores cobram providências para a limpeza e fiscalização dos locais.

A reportagem procurou a Prefeitura de Campo Grande para esclarecer a situação dos terrenos e informar se há previsão de fiscalização ou limpeza das áreas, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.

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