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Campo Grande, Sexta-feira, 26 de Maio de 2017

16/05/2017 11:19

"Queremos saber quanto vale a MSGás", diz Reinaldo sobre venda

Priscilla Peres e Leonardo Rocha
Governador afirma que Estado sobre com quedas no gás há meses. (Foto: André Bittar)Governador afirma que Estado sobre com quedas no gás há meses. (Foto: André Bittar)

Mato Grosso do Sul demonstrou interesse em participar do Programa de Parcerias de Investimentos, do Governo Federal, que a princípio vai avaliar as companhias de distribuição de gás do país. O segundo passo é a privatização, com a venda da parte pertencente ao governo à incitativa privada.

Oito estados do país já demonstraram interesse em participar do programa desenvolvido pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Atualmente o governo tem 51% das ações da MSGÁS, do restante metade pertence a Gaspetro e metade a japonesa Mitsui.

Apesar das negociações o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) disse hoje que "Não há interesse no momento de venda". Ele contou que o estudo vai avaliar a companhia em relação ao valor de ativos e de mercado.
"Nós queremos saber quanto vale nossa empresa e o BNDES vai nos dizer", disse.

Desenrolar - A privatização é mais uma etapa da novela sobre o gás natural em Mato Grosso do Sul, que enfrenta uma crise de arrecadação dede o início do ano. O montante gerado de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sofreu três quedas recentes.

Alta e queda durante e pós a crise hídrica de 2015, redução drástica no preço do gás natural atrelado ao dólar e petróleo e neste ano, diminuição de consumo por parte da Petrobras. A consequência foi diretamente nas contas estaduais.

Agora o governo conta com um decreto e com a compra de companhias da região sul do país, para elevar o consumo de gás até o patamar de 30 milhões de m³. Em paralelo negocia com estados e a própria Bolivia, a compra direta do gás a partir de 2019.

"O Estado teve de R$ 90 milhões a R$100 milhões de arrecadação com gás de janeiro a março de 2016. Queremos recuperar ao menos 60% do que recebíamos antes, que são cerca de R$ 200 milhões".




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