ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
SETEMBRO, SÁBADO  05    CAMPO GRANDE 25º

Economia

Aumento de custos com fim da escala 6x1 preocupa 28,6% dos empresários

Outras duas preocupações são: redução na produtividade e contratação de novos colaboradores

Por Izabela Cavalcanti | 05/09/2026 09:13
Aumento de custos com fim da escala 6x1 preocupa 28,6% dos empresários
Operadoras de caixa trabalhando em atacadista da Capital (Foto: Divulgação)

O aumento dos custos operacionais com o fim da escala 6x1 é a maior preocupação entre os empresários do comércio. Conforme pesquisa da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), a preocupação acomete 28,6% dos patrões. A PEC 12/2026 está em tramitação no Senado.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

Pesquisa da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) aponta que 28,6% dos empresários consideram o aumento dos custos operacionais a maior preocupação com o fim da escala 6x1, enquanto 84,7% das empresas já enfrentam dificuldades para contratar mão de obra. A PEC 12/2026, que tramita no Senado, pode impactar toda a cadeia produtiva, segundo o presidente da entidade, Omar Aukar.

Outros 24,8% acreditam que haverá redução da produtividade, 20% acreditam que será necessário contratar novos colaboradores e 20% acham que haverá pouco ou nenhum impacto. Para 6,67% ainda não é possível avaliar.

O levantamento ouviu 105 empresários de diferentes segmentos. Do setor de serviços são 44,8%, do comércio, 32,4%; da indústria, 9,5%; do agronegócio, 7,6%; e de outros setores, 5,7%.

Atualmente, 57,1% das empresas utilizam a escala 6x1. Já 10,5% adotam esse modelo parcialmente.

Para o presidente da ACICG, Omar Aukar, se houver a mudança, toda a cadeia produtiva será impactada.

"O debate não envolve apenas as empresas. Uma mudança dessa dimensão também impacta condomínios, hospitais, supermercados, hotéis, serviços de segurança, limpeza, transporte e diversas atividades que funcionam de forma contínua. É uma discussão que precisa considerar toda a cadeia econômica e os reflexos para a sociedade. Por isso defendemos um modelo que permita flexibilidade e evitando que uma regra única gere aumento de custos para toda a população”, explicou.

Diante do cenário, 44,8% dos empresários afirmam que precisariam contratar novos colaboradores; 38,3% estimam que o quadro de funcionários precisaria crescer entre 6% e 10%, e 19,1% projetam aumento entre 11% e 20%.

Na avaliação dos empresários, a transição do modelo da jornada de trabalho pode se tornar ainda mais complexa, já que 84,7% das empresas enfrentam dificuldades para contratar mão de obra.

Ainda de acordo com o levantamento, alguns empresários reconhecem possíveis benefícios. Dos entrevistados, 64,6% acreditam que uma jornada diferente pode contribuir para aumentar a produtividade dos colaboradores e 40,2% entendem que a escala 5x2 pode melhorar a atração e retenção de talentos.

Em relação ao modelo mais adequado para o mercado brasileiro, 25,5% defendem a obrigatoriedade da escala 5x2 e 11,2% preferem manter a escala 6x1.

Outros 35,7% defenderam modelos alternativos conforme a atividade econômica e 27,6% preferem um modelo flexível de acordo com a proposta em discussão.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.