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Economia

Baixa adesão de agricultores de MS em refis da União preocupa governo

Prazo termine em julho, masa lista de documentos exigidos é grande e pode complicar a vida de quem deixar para a última hora.

Por Ricardo Campos Jr. | 04/04/2018 11:47

Poucos agricultores familiares em Mato Grosso do Sul se interessaram em participar do programa de renegociação de dívidas com o Governo Federal e a baixa adesão tem preocupado a Agraer (Agência Estadual de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural).

Embora o prazo termine em julho, a lista de documentos exigidos é grande e isso pode complicar a vida de quem deixar para a última hora.

O coordenador substituto da unidade técnica estadual do órgão, Fábio Guimarães de Campos, explicou ao Campo Grande News que o refis envolve créditos obtidos junto ao Banco da Terra ou pelo PNCF (Programa Nacional de Crédito Fundiário) para aquisição de lotes.

Podem participar os agricultores que têm pelo menos duas parcelas atrasadas. O refinanciamento afeta não somente os débitos, mas dá desconto de até 95% em todo o saldo devedor restante. “Por exemplo, se uma pessoa ainda tem R$ 100 mil pendentes, ela vai pagar somente R$ 15 mil e quitar todo o contrato”, afirma.

Fábio explica que para aderir aos benefícios do programa, os interessados devem enviar uma carta ao Banco do Brasil pedindo a inclusão de seus nomes na dívida ativa da União. “Elas devem ir na mesma agência onde foram gerados os contratos”, afirma o coordenador substituto.

As unidades da Agraer têm um modelo pronto para esse pedido. O agricultor deverá apenas preencher os campos com as informações pessoais, anexar os documentos exigidos e levar até a instituição financeira.

“A procura está baixa. Não temos o percentual de adesão no estado, mas sabemos que a procura está bem aquém do que esperávamos”, completa.