Banco Central aponta R$ 10,5 bilhões esquecidos em contas inativas
Mais de 47 milhões têm valores a receber; consulta ocorre só no site oficial
O BC (Banco Central do Brasil) informou nesta segunda-feira (27) que R$ 10,55 bilhões seguem esquecidos em instituições financeiras do país. O montante inclui valores de pessoas físicas e empresas que não resgataram recursos mantidos em bancos, consórcios e outras instituições. O balanço considera dados atualizados até fevereiro deste ano.
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Do total, R$ 8,15 bilhões pertencem a cerca de 47 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 2,4 bilhões estão vinculados a 5,06 milhões de empresas. O BC já devolveu R$ 14,14 bilhões desde a criação do sistema de consulta.
O prazo oficial para saque terminou em 16 de outubro de 2024. O Ministério da Fazenda informou, no entanto, que não há limite para resgatar os valores. O governo também afirmou que não iniciou processo para recolher os recursos.
A consulta ocorre apenas no site oficial do sistema Valores a Receber. O acesso exige conta gov.br com nível prata ou ouro e verificação em duas etapas. O usuário deve informar uma chave Pix para receber o dinheiro.
Quem não possui chave cadastrada precisa procurar a instituição financeira para definir outra forma de pagamento. Também pode criar uma chave e retornar ao sistema para solicitar o resgate. No caso de pessoas falecidas, o pedido cabe a herdeiros, inventariantes ou representantes legais.
Desde maio do ano passado, o BC permite habilitar solicitação automática de resgate. O serviço vale apenas para pessoas físicas com chave Pix vinculada ao CPF. O crédito ocorre diretamente na conta indicada, sem aviso prévio.
Instituições que não aderiram ao sistema continuam com pedido manual. A regra também se aplica a contas conjuntas. O BC orienta usuários a não compartilhar dados pessoais fora do ambiente oficial para evitar golpes.
Em fevereiro, o órgão reforçou a segurança do sistema com dupla verificação obrigatória. O acesso exige código gerado no aplicativo gov.br, além de CPF e senha. A medida busca reduzir fraudes e proteger os usuários.


