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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

31/08/2010 09:10

Começa hoje reunião que vai definir taxa básica de juros

Redação

Começa hoje mais uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) para discutir os rumos da taxa básica de juros (Selic), que está em 10,75% ao ano, depois de três ajustes seguidos: de 8,75% até abril para 9,50%, depois para 10,25% em junho e para o nível atual em julho.

A maioria dos analistas financeiros acredita, no entanto, que se fortalecem no mercado doméstico os indicadores de que o BC deve conter o processo de aperto monetário já nesta reunião, que terminará amanhã (1º). Entre esses indicadores destaca-se, principalmente, o controle da inflação, que está em declínio, depois de recrudescer no início do ano.

Esse é o entendimento do presidente do Sindicato das Financeiras do Estado do Rio de Janeiro (Secif-RJ), José Arthur Assunção. Ele acredita que "o ciclo de ajustes da Selic chegou ao fim" e prevê que com o retorno gradativo da inflação ao centro da meta de 4,5%, aumentam as chances de o Copom começar a reduzir a taxa básica de juros já no segundo trimestre do ano que vem.

O economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto, também está confiante de que o colegiado de diretores do BC deve decidir pela manutenção da taxa atual. Ele diz que embora as condicionantes do crescimento interno continuem sólidas, com expansão da renda e do crédito, "o comportamento mais ameno da inflação corrente e o aumento das incertezas globais devem dar sustentação à decisão do BC" pelo fim do processo de aperto monetário.

Maristella Ansanelli, chefe do Departamento Econômico do Banco Fibra, também ratifica que "todas as sinalizações apontam para a manutenção dos níveis atuais da Selic". Ela afirma que diferentemente do clima da última reunião do Copom (20 e 21 de julho), as expectativas agora estão bastante coordenadas, embora as projeções para a inflação ainda apresentem grande dispersão.

A economista estima que os índices de preços podem reacelerar já a partir de setembro, tanto por conta dos impactos do contínuo estreitamento do mercado de trabalho quanto pela recuperação dos preços dos gêneros alimentícios. Ela lembra que o principal foco de pressão inflacionária, nos próximos meses, deve vir dos salários, uma vez que estão programados importantes reajustes salariais.

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