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Economia

No Camelódromo, aquecedores vendem mais, enquanto casacos seguem sem procura

O lugar reforça estoque de inverno mas movimento tímido adia reação esperada dos lojistas

Por Inara Silva e Inez Nazira | 24/06/2026 14:05
No Camelódromo, aquecedores vendem mais, enquanto casacos seguem sem procura
Loja abarrotada de casacos e roupas de inverno (Foto: Maya Severino)

O frio intenso registrado em Campo Grande nesta semana aumentou a procura por aquecedores no Camelódromo, mas ainda não foi suficiente para impulsionar as vendas de roupas de inverno. Enquanto comerciantes comemoram estoques quase esgotados de aparelhos para aquecimento, muitos lojistas seguem à espera de uma reação mais forte na comercialização de casacos, moletons e outras peças típicas da estação.

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O frio intenso em Campo Grande aumentou a procura por aquecedores no Camelódromo, que quase esgotaram, mas ainda não aqueceu as vendas de roupas de inverno. Lojistas relatam saída maior de meias, luvas e toucas, enquanto casacos e moletons seguem com movimento fraco. A onda de frio provocou geadas em 11 municípios do sul de Mato Grosso do Sul e sensação térmica de 2,7°C na capital.

Na tarde desta quarta-feira, o cenário no centro comercial era de corredores com a circulação de poucos clientes e vitrines recheadas de casacos, moletons, toucas, luvas, meias e aquecedores. A aposta dos comerciantes está concentrada justamente nos produtos voltados para enfrentar a onda de frio que provocou geadas em 11 municípios do extremo sul de Mato Grosso do Sul na madrugada e fez o campo-grandense ter a sensação térmica de 2,7°C.

Na loja onde trabalha, a vendedora Ana Clara da Silva Balbino, de 19 anos, afirma que os acessórios de inverno lideram as vendas. Segundo ela, meias, luvas e toucas têm saído com mais facilidade do que os casacos, principal aposta da temporada.

No Camelódromo, aquecedores vendem mais, enquanto casacos seguem sem procura
O vendedor Matheus Muriti mostra um aquecedor (Foto: Maya Severino)

“Ainda não estamos vendendo casacos na quantidade que esperávamos, embora hoje tenha acontecido uma venda maior. Nossa meta é comercializar mais de 50 peças neste mês”, relata.

Para atender à procura sazonal, a loja ampliou a oferta de casacos masculinos e aguarda uma reação mais consistente do mercado caso as baixas temperaturas persistam nos próximos dias.

Se as roupas de inverno ainda enfrentam resistência dos consumidores, os aquecedores seguem o caminho oposto. O vendedor Robson Corrêa, de 46 anos, afirma que a procura aumentou cerca de 20% desde a chegada da frente fria.

“Recebemos 30 unidades e restam apenas duas. Se o frio continuar, vamos repor o estoque”, diz. Segundo ele, as chaleiras elétricas também registram forte demanda e praticamente se esgotaram nas últimas semanas.

A percepção é compartilhada pelo vendedor Matheus Muriti, de 29 anos. Para ele, o frio mais rigoroso do que o habitual em Campo Grande explica o aumento nas vendas dos aparelhos. “A população não está acostumada com temperaturas tão baixas. O vento forte também ajuda a aumentar a procura. Só hoje vendi quatro aquecedores”, afirma.

No Camelódromo, aquecedores vendem mais, enquanto casacos seguem sem procura
Movimento de consumidores ainda é fraco no Camelódromo (Foto: Maya Severino)

No setor de vestuário infantil, a situação é mais cautelosa. Proprietária da loja Pingo de Gente, Vera Lúcia Freitas de Paula, de 62 anos, avalia que o desempenho das vendas ainda está aquém das expectativas. “Tem bastante concorrência e o movimento está mais fraco do que em outros anos. Mesmo assim, casacos, conjuntos de moletom, meias e toucas continuam tendo boa saída”, observa.

Ela destaca que a procura por peças de inverno costuma ser diretamente influenciada pelo clima. Quando as temperaturas sobem, o interesse dos consumidores diminui quase imediatamente.

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