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Economia

Importação recorde de soja na China gera expectativa de mercado para MS

País asiático deve comprar 100 milhões de toneladas da oleaginosa no ciclo 2018/2019

Por Ricardo Campos Jr. | 23/03/2018 09:55
Colheita de soja em propriedade de SIdrolândia (Foto: divulgação / Semagro)
Colheita de soja em propriedade de SIdrolândia (Foto: divulgação / Semagro)

A China deve importar a quantia recorde de 100 milhões de toneladas de soja no ciclo 2017/2018 e essa demanda deve ajudar Mato Grosso do Sul a aumentar o volume de vendas externas, já que o país asiático é um dos principais clientes do estado no mercado da oleaginosa.

Segundo informações do site Agrolink, a projeção é do adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos em Beijing, tendo em vista o crescimento das regiões de consumo.

Na temporada atual, conforme o órgão norte-americano, os chineses já compraram 97 milhões de toneladas do grão. A demanda pelo produto é impulsionada pelo consumo da soja para o processamento de alimentos que tem crescido graças à maior afluência, urbanização e expansão das preferências do consumidor.

A indústria de esmagamento da oleaginosa no país asiático está processando 500 mil toneladas por dia, bem abaixo da capacidade.

Reflexos em MS – Eliamar Oliveira, analista técnica do Sistema Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado) afirma que esse crescimento no consumo chinês deve provocar um aumento na demanda internacional em pelo menos 5%.

Segundo ela, a demanda externa aquecida é o cenário favorável para que as variações nos preços da soja permaneçam no campo positivo, ou até se mantenham em alta. “E também o estado poderá aumentar as vendas para o mercado externo, tendo em vista que o volume exportado por MS corresponde a 41% de sua produção”, afirma.

O preço atual do grão registrou média de R$ 66,34 por saca entre os dias 1° e 21 de março. A analista técnica acrescenta que os países concorrentes ao Brasil tiveram queda nas produções por conta da seca e isso contribui para uma taxa de câmbio mais alta. Somente em março, a cotação do dólar valorizou 1,8% e isso ajuda a elevar os preços.