Indústria de MS cresce no ano, mas perde fôlego nos últimos três meses
Produção acumula alta de 3,8%, porém ficou estagnada entre maio e julho

A indústria de Mato Grosso do Sul acumula crescimento de 3,8% em 2026, mas perdeu força nos três meses mais recentes. Depois de avançar 7,4% no primeiro quadrimestre, a produção ficou estagnada entre maio e julho, sempre na comparação com os mesmos períodos do ano passado.
RESUMO
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A indústria de Mato Grosso do Sul acumula crescimento de 3,8% em 2026, acima da média nacional de 1,1%, ocupando a quarta posição entre os estados pesquisados pelo IBGE. Porém, após avançar 7,4% no primeiro quadrimestre, a produção estacionou entre maio e julho. Em julho, houve queda de 3,5% ante o mesmo mês de 2025, puxada pela fabricação de alimentos, que recuou 10,7%. No acumulado de 12 meses, o estado registra queda de 5%.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), por meio da PIM-PF (Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física).
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Mesmo com a desaceleração, Mato Grosso do Sul apresenta o quarto maior crescimento acumulado entre os locais pesquisados. O avanço estadual de 3,8% supera a média nacional, que ficou em 1,1% entre janeiro e julho.
Os maiores resultados foram registrados no Espírito Santo, com 19,3%, Pernambuco, com 16,5%, e Rio de Janeiro, com 6,8%. Logo depois aparece Mato Grosso do Sul. Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Goiás também cresceram acima da média brasileira.
O desempenho estadual, contudo, perdeu força ao longo do ano. A produção havia crescido 7,4% entre janeiro e abril, mas não apresentou variação no período formado por maio, junho e julho. Foi uma das maiores perdas de ritmo entre os locais acompanhados pela pesquisa.
No resultado mais recente, a indústria sul-mato-grossense produziu 3,5% menos do que em julho de 2025. Em junho, a comparação anual havia mostrado crescimento de 4,3%. Em maio, houve queda de 0,6%.
Alimentos puxam queda - A fabricação de produtos alimentícios foi a principal responsável pelo resultado negativo de julho. A atividade recuou 10,7% diante do mesmo mês de 2025 e retirou 5,44 pontos percentuais do resultado geral da indústria estadual.
Entre os produtos que pressionaram a produção para baixo aparecem carnes bovinas frescas ou refrigeradas, açúcar cristal e resíduos da extração de soja. Em sentido contrário, houve influência positiva dos embutidos e de outros preparados de carne suína, além das carnes suínas frescas ou refrigeradas.
O avanço da indústria de papel e celulose evitou uma queda ainda maior. A atividade cresceu 5,9% na comparação anual e acrescentou 2,02 pontos percentuais ao resultado de Mato Grosso do Sul. A influência positiva veio das pastas químicas de madeira, branqueadas ou não.
As indústrias extrativas cresceram 6,1%, favorecidas pela produção de minério de ferro em bruto ou beneficiado. A extração de minério de manganês, porém, teve influência negativa.
Já a fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis caiu 2%. Nesse grupo, a redução da produção de álcool etílico pressionou o resultado.
Crescimento ainda resiste - Apesar da queda recente, a indústria de alimentos ainda acumula crescimento de 5,5% entre janeiro e julho. A atividade contribuiu com 2,74 pontos percentuais para a alta de 3,8% registrada pela indústria estadual no ano.
A fabricação de derivados de petróleo e biocombustíveis avançou 17,8% no período, impulsionada pelo álcool etílico. Papel e celulose ficaram praticamente estáveis, com alta de 0,1%, enquanto as indústrias extrativas recuaram 10,3%.
O cenário muda quando observado o acumulado dos últimos 12 meses. Nesse intervalo, a produção industrial de Mato Grosso do Sul caiu 5%, terceiro pior resultado entre os locais pesquisados. A retração só foi menor que as verificadas no Rio Grande do Norte, de 8,1%, e no Maranhão, de 6%.
O principal peso negativo em 12 meses veio da fabricação de derivados de petróleo e biocombustíveis, que despencou 40,9%. As indústrias extrativas recuaram 11,5%, enquanto papel e celulose caíram 1,4%. A indústria de alimentos avançou 4,9% e segurou parte das perdas.
No Brasil, a produção industrial cresceu 0,2% na passagem de junho para julho e caiu 0,5% diante de julho de 2025. No acumulado dos sete primeiros meses, houve avanço de 1,1%. Em 12 meses, a alta nacional foi de 0,6%.
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