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Campo Grande, Quarta-feira, 18 de Outubro de 2017

25/08/2016 22:56

Julho registra menor índice de inadimplência de 2016 no comércio da Capital

Fernanda Yafusso e Nyelder Rodrigues
Economista afirma que consumidor compreendeu a necessidade de se reduzir gastos e quitar débitos (Foto: Divulgação ACICG)Economista afirma que consumidor compreendeu a necessidade de se reduzir gastos e quitar débitos (Foto: Divulgação ACICG)

O mês de julho registrou o menor INC (Índice de Negativação do Comércio) do ano, segundo boletim produzindo pela ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande). O índice foi de 22 pontos, 15 pontos abaixo do indicador de junho de 2016.

Para o economista da associação, Normann Kallmus, desde 2012 - quando a variação foi de 28 para 19 - não se registrava um mês de julho com INC inferior a junho. "O consumidor realmente parece ter compreendido, muito antes que o governo, que é necessário reduzir os gastos e pagar seus débitos", explica.

Kallmus acredita que as incertezas derivadas do comportamento da economia fizeram com que as famílias reduzissem severamente o consumo. "Diferente do que aconteceu em 2014, os consumidores passaram a priorizar a regularização de seus compromissos, resultando em redução do nível das negativações registradas".

Já o IRC (Índice de Recuperação de Crédito) apresentou queda pelo segundo mês consecutivo. Em julho, o índice foi de 58 pontos, contra 63 registrados em junho, 288 em julho de 2015, e 35 no mesmo período de 2014.

A queda em relação aos períodos anteriores acaba sendo compensado pelo fato de que a atividade do comércio como um todo também apresentou queda e a tendência de negativação está ainda mais reduzida.

"Por estarem se endividando menos, as famílias estão buscando menos recuperação do crédito, mas ainda assim, houve mais de 4 mil exclusões do cadastro de inadimplentes", lembra o economista.

Pontos de atenção – O pesquisador alerta que o empresário deve estar atento a alguns aspectos que podem se constituir em ameaças ou oportunidades aos negócios nas próximas semanas. "Tradicionalmente esse mês costuma trazer um acúmulo de débitos relacionados às férias e a matrículas escolares. O ainda indefinido processo eleitoral deverá trazer à tona a discussão da carga tributária", frisa Kallmus.

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