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Economia

Mato Grosso do Sul tem maior carga de trabalho do Brasil

Relatório aponta que, de 647.249 pessoas com emprego formal, 604.407 tinham 40 horas ou mais de jornada

Por Anderson Viegas | 01/05/2026 10:09
Mato Grosso do Sul tem maior carga de trabalho do Brasil
Em Mato Grosso do Sul, 93,38% dos trabalhadores formais tem jornada com 40 horas ou mais (Foto: Osmar Veiga)

Mato Grosso do Sul lidera o ranking nacional de carga de trabalho formal. Segundo dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), referentes a 2024, os mais recentes disponíveis na plataforma do órgão, o estado registrava 647.249 trabalhadores com carteira assinada, dos quais 604.407, o que representa 93,38%, tinham jornada de 40 horas ou mais por semana.

RESUMO

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Mato Grosso do Sul lidera o ranking nacional de trabalhadores formais com jornada de 40 horas ou mais por semana. Segundo dados da RAIS de 2024, 93,38% dos 647.249 empregados com carteira assinada no estado cumprem essa carga horária. Mato Grosso aparece em segundo lugar, com 92,07%, e Goiás em quarto, com 91,17%. No Brasil, o índice é de 89% entre os 46 milhões de trabalhadores formais.

Além de Mato Grosso do Sul, outros estados do Centro-Oeste se destacam no levantamento feito pelo Campo Grande News. Mato Grosso aparece na segunda posição, com 92,07%, e Goiás na quarta, com 91,17%. A exceção fica por conta do Distrito Federal, que ocupa a última posição da lista, com 80,96%.

O percentual do estado também está bem acima do patamar nacional. Das 46.011.834 pessoas com trabalho formal no país, 40.948.644 tinham essa jornada, ou seja, 89%, praticamente 9 em cada 10 trabalhadores.

Metodologia   

O levantamento foi feito com base na RAIS, considerando o ano de 2024. Foram analisados apenas os vínculos formais ativos até 31 de dezembro, o que garante um retrato consolidado do mercado de trabalho naquele momento.

A base inclui trabalhadores com carteira assinada, nos principais tipos de vínculo regidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), tanto no setor privado quanto em relações com pessoa física e jurídica, em contratos determinados e indeterminados.

A partir desse recorte, o estudo identificou quantos trabalhadores têm jornada semanal igual ou superior a 40 horas. Esse grupo foi comparado ao total de vínculos formais em cada estado e no país, permitindo calcular o percentual de trabalhadores com jornada cheia.

Os resultados foram organizados por unidade da federação e ordenados do maior para o menor percentual, evidenciando as diferenças regionais na carga horária do emprego formal no Brasil.

O critério permitiu comparar estados com diferentes perfis econômicos a partir de uma mesma régua de formalização e jornada.