Policial civil acusado de vender muamba volta à ativa em departamento de RH
Ex-Garras, Augusto Torres Galvão ficou preso por 70 dias e chegou a ser afastado pela Corregedoria

O policial civil Augusto Torres Galvão Florindo, preso em novembro de 2025 com R$ 130 mil que, segundo a investigação, seriam provenientes da revenda de material contrabandeado, chegou a ser afastado das funções. No entanto, foi reintegrado à Polícia Civil após a revogação da prisão preventiva, conforme documento anexado ao processo em que responde por corrupção na Justiça Federal.
RESUMO
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O policial civil Augusto Torres Galvão Florindo, preso em novembro de 2025 com R$ 130 mil em uma suposta negociação de contrabando, foi reintegrado à Polícia Civil de Mato Grosso do Sul após a revogação da prisão preventiva. Ele responde por corrupção passiva na Justiça Federal, ao lado do ex-GCM Marcelo Raimundo da Silva e de Ana Cláudia Olazar, acusados de corrupção ativa e concurso de pessoas. Augusto estava lotado no DRAP e antes atuava na Garras.
Galvão integra a corporação desde 2014 e, antes do flagrante, estava lotado na Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros) desde 2023. Após a prisão, foi afastado por decisão da Corregedoria.
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Documento apresentado em 6 de março à 5ª Vara Federal indica que ele está atualmente em atividade no DRAP (Departamento de Recursos e Apoio Policial), setor administrativo responsável pela gestão de recursos humanos, apoio logístico e emissão de identidades funcionais. O departamento também oferece suporte psicossocial por meio do CEAPOC (Coordenadoria de Atendimento Psicossocial da Polícia Civil).
A informação consta em certidão de comparecimento para cumprimento de medida cautelar, exigida por decisão do juiz Luiz Augusto Iamassaki Fiorentini ao revogar a prisão preventiva, em 6 de fevereiro.
Prisão e processo - Augusto e o ex-guarda civil metropolitano Marcelo Raimundo da Silva foram presos em flagrante pela Polícia Federal em 28 de novembro de 2025, durante uma negociação envolvendo mercadorias contrabandeadas que, segundo a acusação, haviam sido apreendidas pela Polícia Civil e desviadas de uma delegacia.
De acordo com a apuração, o policial recebeu R$ 130 mil em espécie, dentro de uma sacola, no estacionamento de um atacadista em Campo Grande.
Em 23 de dezembro, a juíza Franscielle Martins Gomes Medeiros, substituta na 5ª Vara Federal, aceitou a denúncia contra Augusto, Marcelo e Ana Cláudia Olazar, esposa do ex-guarda.
O policial passou a responder por corrupção passiva, caracterizada por solicitar ou receber vantagem indevida em razão da função. Já Marcelo e Ana Cláudia respondem por corrupção ativa e concurso de pessoas.
Inicialmente, ao ser preso pela Polícia Federal, o investigador afirmou que vendia produtos contrabandeados apreendidos. Em fevereiro deste ano, no entanto, mudou a versão em depoimento à Justiça Federal. Disse não se lembrar do que declarou anteriormente, alegando tratamento para TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) e ansiedade crônica, além de afirmar que estava sob forte pressão emocional na ocasião.
Ele também declarou que realiza trabalhos informais como segurança particular e que, naquele dia, teria sido contratado por R$ 2 mil para fazer o transporte de valores. Segundo sua versão, o serviço foi solicitado por Marcelo Raimundo, que teria se apresentado como empresário, sem detalhar a natureza da transação.
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